Como fazer amigos no segundo ano do ensino médio

A maioria dos alunos do ensino médio passa boa parte do tempo estudando. Por isso, você tem que encontrar formas de otimizar o processo sem avacalhar. Para começar, trace algumas metas de curto e longo prazo. Por exemplo: Tirar pelo menos 9,0 em um trabalho. Não tirar nenhuma nota vermelha em trabalhos e provas. Hoje eu respondo a dúvida do Murilo Alexandre, e a dúvida é a seguinte: como conciliar ensino médio e vestibular? Eu estou no primeiro ano agora, e tenho muita dúvida se começo a estudar para o Enem desde agora. A resposta para essa pergunta envolve duas palavras, a primeira é aprofundamento, a segunda é revisão. Então vamos passo a passo! O lado negativo de fazer intercâmbio no ensino médio. Essa oportunidade de escolher as disciplicas, porém, acabou gerando problemas depois. “Fiquei atrasado com a matéria do Brasil e tive que correr atrás quando voltei, o que inevitavelmente teve um impacto negativo nas minhas notas”, relembra Bruno. Acabei de saber que fui totalmenteaprovada no meu TCC, ou seja, chega de ensino médio pra mim \o/ E pra marcar o fim dessa fase resolvi fazer uma lista de 10 coisas que eu aprendi durante esses 3 fucking anos de ensino médio. Claro que provavelmente eu aprendi muito mais do que apenas 10 coisas,… 1/jan/2018 - Explore a pasta 'aulas criativas 2 ano' de Eugenia Gomes no Pinterest. Veja mais ideias sobre Atividades de alfabetização, Atividades, Atividades alfabetização e letramento. Ensino Médio – alterar ao conteúdo sugerido de redação, adaptando os temas transversais. Especificamente no 3º ano, Ensino Médio, acrescentar ao conteúdo proposto de Redação, técnicas de redação para o ENEM, buscando ajuda de alguns sites como: projetoredacao.com mandebemnoenem.com mundoescrito.com.br hora do ENEM Como você decerto sabe, a vida de um adolescente que está no ensino médio é ocupada demais para ele se preocupar com coisas bobas. Para piorar, a escola já é um ambiente competitivo — não só em termos de notas e desempenho, mas também de popularidade. Nada disso importa no futuro. Lista: 146 Planos de Aula prontos Olá amigos e amigas do SÓ ESCOLA. Nesta postagem trago para vocês uma lista completa com mais de 140 planos de aula prontos. O planejamento está presente em quase todas as nossas ações, pois ele norteia a realização das atividades. Portanto, o mesmo é essencial em diferentes setores da vida social, tornando-se imprescindível também na atividade ... Foi então que algo maravilhoso aconteceu comigo, eu acabei passando no vestibular de medicina ficando em 22º lugar de 43 vagas estando no segundo ano do ensino médio! Foi uma alegria, mas também um tristeza, pois ainda me falta terminar o ensino médio e no Brasil é fora da lei começar a frequentar a universidade sem o ensino médio completo! Durante o programa, estudantes do ensino médio do mundo todo participam de palestras, atividades mão-na-massa e observações celestes noturna. A experiência é uma verdadeira imersão no inverno europeu, já que ela acontece logo depois do Natal. A organização oferece algumas bolsas de estudos.

Eu detessto a mimmnha família

2020.09.20 01:39 Rod-Molina Eu detessto a mimmnha família

Eu tenho 23 anos, vivo com minha mãe e meu irmão, e desde que meu pai nos deixou, minha mãe depositou um monte de expectativas em mim e vive me cobrando, e no geral me trata como propriedade dela, querendo tomar decisões sobre minha vida por mim e tem zero tolerância quando eu demonstro desinteresse em fazer algo por ela; por exemplo, ela me interrompe enquanto estou estudando para fazer algo por ela, e quando ela quer imediatamente, ela tem um acesso de choro se eu não escondo que estou contrariado; sem ironia, um dia, anos atrás, eu estava fazendo um trabalho de faculdade urgente, trabalhava nele umas 4 horas por dia, e um dia em particular ela ficou me interrompendo repetidas vezes para falar um monte de besteiras, aí uma hora eu falei pra mãe que eu não podia falar com ela, por que estava ocupado demais, logo depois ela teve um acesso de choro; eu não insultei nem ergui a voz para ela, mas é só eu demonstrar um pingo de insatisfação com a atitude dela e pronto, ela chora e depois do choro faz um discurso sobre como tratar as pessoas; isso foi anos atrás, mas esse mês aconteceu de novo, dessa vez ela me obrigou a ir numa casa lotérica num sábado quente para pagar contas para ela, por que ela esqueceu de me pedir no meio da semana, quando eu podia pagar pelo meu celular; e uma das contas vencia naquele sábado, então TINHA que ser pago; outra vez me senti contrariado, e outra vez ela chorou e deu discurso. E ano passado ela me forçou a me juntar a um culto por que uma amiga me convidou dizendo ser um “grupo de estudos”, mas na verdade era um culto; eu falei não antes de iri, falei que não queria ir depois de ir, e ela insistiu até eu me dobrar à vontade dela; fiquei meses me contendo de raiva, por que eu queria fazer qualquer coisa além de perder uma tarde inteira meditando e ouvindo coisas holísticas que não tenho um pingo de interesse em aprender.
Meu irmão tem autismo severo, não tem um pingo de autonomia, ele é praticamente uma eterna criança, então de vez em quando eu também tenho que cuidar dele. Eu também tenho autismo, mas mais leve, tanto que só fui diagnosticado aos 18 anos, e foi poro que um colega de ensino médio, também autista, comentou que eu posso ter Asperger, e isso é mais um motivo que eu detesto a minha mãe; meu irmão foi diagnosticado aos 2 anos (eu tinha 4 na época), minha mãe levou ele a 5 pediatras diferentes, para ouvir a mesma coisa, enquanto eu demonstrava sintomas desde que me lembro como pessoa; eu fazia movimentos repetitivos (fazemos isso para nos acalmarmos, para colocar os pensamentos em ordem), andava pra lá e pra cá (ainda faço isso às vezes), etc, e a minha mãe fazia comentários embaraçosos, tipo “pra quê isso?”, ou “não tem nenhuma necessidade de fazer isso!”, e nunca me levou para ser diagnosticado, no máximo me levou a uma psicóloga aos 14 anos por que eu não fazia amigos na escola; eu fui a primeira pessoa com autismo que ela recebeu no divã dela, então a mãe não fez nenhum esforço para eu receber um diagnóstico. Além disso, ela é muito negligente com o meu irmão, há anos ela o deixa usar a internet sem nenhuma restrição ou controle parental enquanto ela trabalha, e o comportamento dele só foi piorando com o passar dos anos, além de que ele não consegue mais separar realidade de ficção; ele vive falando que tem medo dos antigos colegas de escola dele estarem em perigo, por exemplo da Úrsula (a vilã de A Pequena Sereia 2), e não faz nenhum esforço para ele ter uma rotina saudável de sono, então é comum ele dormir enquanto assiste TV na sala ou até passar a noite acordado. Já tentei conversar com ela mil vezes sobre o comportamento dele, mas ela vive negando, dizendo “filho, a fala dele está melhorando, você não pode dizer que ele não está melhorando.”
Quanto ao pai, não tem muito a se falar; ele não esteve presente a maior parte da minha vida (na real ele perdeu a minha adolescência inteira), e nas poucas vezes que eu o vi depois do divórcio, ele prometia visitar mais vezes e me levar em viagens de pai e filho; eu sendo uma criança autista, acreditava em tudo que ele falava. Hoje em dia eu não sinto mais nada por ele, já falei que não o vejo como pai, mas ele insiste em ser mais presente na minha vida, mas, sinceramente, eu não vejo por que eu precisaria de um pai a esse ponto na minha vida.
Eu já tenho um bom emprego e posso morar sozinho, mas eu não conseguiria deixar a minha mãe e meu irmão, primeiro por que ela está muito velha para cuidar dele sozinha, e tem outros problemas de saúde, segundo, eu não conseguiria não me comparar com o meu pai se fizesse isso.
Por último, eu me odeio; virei um cara amargo, não consigo fazer amigos, tenho problemas de raiva (hoje está sob controle, mas já machuquei tanta gente…), e não me permito ficar vulnerável, é como um reflexo que me faz tirar a minha mão do fogo, simplesmente não dá, a menos que eu beba; já cheguei a beber no expediente para ficar mais “de boa” com meus colegas, nada aconteceu comigo mas não fiz de novo.
Eu não quero conselhos, só quero deixar isso registrado em algum lugar, mas não quero que ninguém que me conheça saiba, pra eu não me aborrecer depois. É isso.
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2020.09.16 21:10 takamikanchika Desmotivação para tudo (principalmente estudar) e desgosto pela faculdade

Olá, pessoal!

Entrei na faculdade esse ano (2020) e, quando eu comecei, estava impressionada. A universidade é EXCELENTE, tem uma baita de uma estrutura boa e o curso parecia ser tudo o que eu queria. Mas aí, um mês depois, começou a quarentena e o instituto em que estudo na universidade não parou, aí os professores e os alunos tiveram que se adaptar para o ensino remoto. O primeiro semestre foi puxado, mas foi "ok" e os professores foram bem compreensivos.

O segundo semestre começou há pouco menos de um mês e já está beeeeem mais difícil, estou fazendo 7 matérias. Sei que parece pouco, mas cada uma tem um grande número de "horas-aula" e a quantidade de conteúdo e atividades que me passam por semana é enorme.
Ultimamente tenho vivido apenas para a faculdade, até mesmo porque o meu curso é em período integral. Não trabalho, não tenho amigos, não tenho vida social e, desde que começou a quarentena, tenho vivido de forma sedentária.
Além de ver aulas e fazer as atividades acadêmicas, as únicas coisas que faço são os afazeres domésticos, comer e dormir. E, mesmo vivendo só para a faculdade, estou deixando acumular quase tudo, o que sinto que é inevitável, não importa o quanto eu me dedique. Acaba sendo realmente muito grande o tanto de coisas que tenho que fazer para a faculdade.

O problema é que eu não quero me dedicar à faculdade (me dedico bastante, mas não queria). Ao ligar o computador para ver as aulas, estudar ou fazer atividades, a única coisa que sinto é frustração. Não sei ao certo o motivo disso. Não sei se isso pode estar associado com a quebra de expectativa (por conta do ensino remoto) ou se talvez possa ser o fato do meu curso ser muito mais difícil do que eu esperava (o curso é Matemática e, particularmente, acho bem difícil) ou se talvez eu não goste de algo que achava que gostava ou se talvez tenha a ver com eu estar simplesmente desmotivada para tudo e isso estar influenciando na maneira como vejo o curso ou algo do tipo.
Me sinto simplesmente desmotivada para qualquer coisinha. Nem mesmo jogar joguinhos eletrônicos e ver filmes/animes me motiva mais (e olha que eu adoro isso). Ultimamente, a única coisa que quero é ouvir música ou dormir. Só me sinto confortável se estiver ouvindo música, lendo alguma coisa não relacionada com a faculdade (já que escuto música quando leio) ou dormindo.

Quando entrei na faculdade achei que eu amava Matemática, mas estou duvidando cada vez mais disso.
Estava me perguntando se eu não deveria trocar de curso, mas há um grande problema com isso:
As minhas únicas opções de curso eram Matemática e Filosofia. Em Exatas, a única área que eu gosto é Matemática pura. Detesto Matemática aplicada, Engenharia, etc. Adoro Humanas, mas não sinto vontade de fazer outros cursos na área de Humanas que não sejam Filosofia. Não me dou bem com Biológicas (embora eu ache interessante). Se eu for fazer Filosofia, minhas chances de conseguir emprego serão muito piores do que com eu fazendo Matemática (sinto que, em Filosofia, até mesmo conseguir emprego como docente é difícil... isso se não tirarem a Filosofia do Ensino Médio, o que é bastante possível...). E eu provavelmente vou dar um desgosto enorme para a minha família, de sair de um curso de exatas para ir para as humanas (já conversei com a minha mãe sobre isso e ela não gostou nem um pouco da ideia).
Ainda estou no primeiro ano do curso e já estou me sentindo assim. Pode ser que nos outros anos eu mude de ideia, mas estou com muito medo de só piorar.

Entrei na faculdade com o propósito de ser pesquisadora, fazer mestrado e doutorado e me tornar professora universitária no campo de Matemática. Mas sinto que não tenho mais vontade disso. Na verdade não tenho certeza disso, mas não tenho certeza de nada.

Não sei se estou desmotivada para tudo por causa da faculdade ou se me sinto assim em relação à faculdade porque estou desmotivada para tudo.

TL;DR: o título diz tudo.

Obrigada a quem leu até aqui!!!! :)
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2020.09.08 19:39 Malarazz Resultados do censo do /r/futebol 2020

Introdução
Primeiramente, obrigado a todos que responderam o censo! Tivemos 371 respostas esse ano, comparado com 68 em 2018.
Essa thread vai ser enorme. Nela, vou descrever e comentar sobre as estatísticas mais interessantes de cada uma das perguntas, principalmente respectivas aos 13 clubes grandes do Brasil. Quem preferir visualizar sozinho de maneira mais completa pelo google forms, aqui está o link do censo. Já quem gostaria de comparar com o último censo de 2,5 anos atrás, aqui está ele. Lembre-se que o censo foi separado em 4 categorias. Sinta-se à vontade pra pular pra categoria mais interessante (na minha opinião a 3) se não quiser ou não aguentar ler tudo. As perguntas estão numeradas e na mesma ordem que estavam no censo, então vocês também podem pular pra discussão das perguntas que acham mais interessantes.
Parte 1: Perguntas Demográficas
1) Aonde você nasceu? -- De 2018 pra cá, o subreddit ficou bem mais diversificado com esse quesito. Apesar de São Paulo continuar liderando, proporcionalmente o estado caiu muito. 76 (21%) dos usuários nasceram lá, enquanto que 22 (32%) ano passado. Rio Grande do Sul vem em segundo e Rio de Janeiro em terceiro, com 67 e 55 membros respectivamente (18% e 15%).
Curiosamente, apesar de ter metade da população e um futebol menos tradicional, o Paraná tem mais usuários do que Minas Gerais: 34 vs 25 (9% vs 7%). Outro fato bastante curioso são os estrangeiros. Os 4 portugueses nós já esperávamos, até por causa do Jorge Jesus. Mas além deles, 2 usuários nasceram em outro país da América do Sul, 3 na América do Norte, 2 em outro país da Europa, e 1 na Ásia, pra um total de 12 (3%) usuários que são estrangeiros. A proporção esse ano ficou parecida com a do censo passado, quando 2 (3%) dos usuários nasceram fora do Brasil. Fico muito curioso pra saber da vida desses usuários: se vêm de pais brasileiros ou simplesmente falam português e gostam da cultura e/ou futebol brasileiro.
2) Aonde você mora? -- Ranking muito parecido com o de nascimento, porém claro, com mais usuários morando no exterior do que nascendo lá. 30 (8%) usuários moram no exterior, sendo 13 (43% deles) na América do Norte. Essa proporção foi um pouco menor que os 9% de 2018.
3) Qual é o seu gênero -- 8 (2%) usuários são mulheres, enquanto em 2018 eram 2 (3%). Nenhuma surpresa aqui, quando combinamos duas coisas extremamente masculinas (futebol, e reddit para brasileiros).
4) Qual é sua cor ou raça? -- Similar ao censo do /brasil que agora perdi o link, 275 (75%) dos usuários são brancos, 70 (19%) pardos, 12 (3%) negros, 6 (2%) asiáticos, 2 (1%) árabes e 1 indígena. Tanto aqui quanto no gênero a gente vê que a população do /futebol não é nem um pouco representativa da população brasileira em geral.
5) Qual é sua idade? -- Semelhante ao censo passado, a faixa etária mais comum é 23 a 27 anos com 138 (37%) usuários. Em seguida vem 18 a 22 anos com 114 (31%), 28 a 32 anos com 66 (18%) e menos de 18 anos com 25 (7%). Os 2 (1%) usuários mais velhos têm entre 43 a 47 anos.
6) Qual é o seu grau de escolaridade? -- 159 (43%) usuários atualmente cursam o ensino superior. 77 (21%) têm graduação completa, 33 (9%) estão cursando pós-graduação, e 32 (9%) têm pós-graduação completa. Acho que seria bom ter separado mestrado e doutorado nessa questão. Talvez seja uma ideia interessante pro próximo censo.
7) Se você cursou ou está cursando o Ensino Superior, qual é sua área de formação? -- Dos 307 respondentes, 64 (21%) fazem ou fizeram Engenharia, 58 (19%) ciências sociais ou humanas, 47 (15%) ciência da computação ou similares, 35 (11%) administração e negócios e 34 (11%) direito. Essa é um pergunta complicada de analizar porque muitas pessoas escreveram "Other: xx" quando talvez se encaixava numa das opções dadas.
8) Qual é sua situação no mercado de trabalho? -- 146 (40%) usuários apenas estudam, enquanto 94 (26%) estudam e trabalham, 91 (25%) só trabalham e 34 (9%) estão desempregado.
9) Qual é seu status de relacionamento? -- Confirmando um estereótipo do reddit, 256 (69%) usuários estão solteiros. 79 (21%) em um relacionamento estável, 26 (7%) casados e 7 (2%) noivos. Me pergunto qual as porcentagens pra população brasileira em geral pra essa faixa etária. PS: não leiam as respostas manuais.
10) Há quanto tempo você usa o reddit? -- 89 (24%) usuários usam o reddit há mais de 5 anos, enquanto 69 (19%) usam há entre 1 e 2 anos. Apenas 41 (11%) usam há menos de 1 ano, sendo 17 desses (41% dos 41) há menos de 6 meses.
Parte 2: Futebol Como Passatempo
11) Há quanto tempo você acompanha o /futebol? -- Curiosamente, ao contrário da última pergunta, a maioria dos usuários são novos no pedaço. 133 (36%) entre 1 e 2 anos, 90 (24%) entre 6 meses e 1 ano e 73 (20%) há menos de 6 meses. Apenas 39 (11%) estão aqui há mais de 3 anos.
12) Que tipo de usuário você é? -- Aqui a gente vê algo que já é conhecido no reddit afora. A regra de Pareto, 80% do conteúdo é criado por 20% dos usuários.
228 (62%) usuários lêem as threads e/ou comentários mas raramente fazem o próprio, enquanto que 110 (30%) escrevem comentários mas raramente criam threads. Sobram apenas 30 (8%) que criam threads com certa frequência.
13) Como você descobriu o /futebol? -- Essa foi uma das questões mais surpreendentes pra mim. 207 (56%) usuários descobriram o /futebol no /brasil ou em outro lugar do reddit, enquanto que 148 (40%) simplesmente digitaram futebol no reddit torcendo pra existir. Apenas 7 (2%) vieram aqui por indicação de um amigo, enquanto que só 3 (1%) acharam o /futebol pelo google.
Para os veteranos que lembram do golpe ano passado, imagina se a gente tivesse migrado pro /FutebolBR? Ia perder um monte do fluxo de novos usuários.
14) Quantas partidas você costuma assistir por semana? -- 181 (49%) usuários assistem futebol 1 ou 2 vezes por semana, enquanto que 104 (28%) assistem 3 ou 4 vezes por semana e 33 (9%) assistem entre 1 vez por mês e 1 vez por semana. Apenas 19 (5%) usuários assistem 7 vezes ou mais por semana, enquanto que só 6 (2%) nunca ou quase nunca assistem. Uma ideia pro próximo censo seria separar as opções por 1, 2, 3, etc. invés de "1 ou 2".
15) Como você mais costuma assistir as partidas em casa? -- 159 (43%) costumam assistir por streaming, enquanto que 90 (24%) pelo premiere, 63 (17%) por TV a cabo sem ser premiere e 45 (12%) por TV aberta.
16) Você assistiu a quantas partidas no estádio em 2019? -- 178 (48%) usuários não assistiu nenhuma partida no estádio em 2019, o que eu achei bem curioso. 84 (23%) assistiram a 1 uma 2 partidas e 37 (10%) assistiram a 3 ou 4 partidas. Surpreendemente, 40 (11%) assistiram a 9 ou mais partidas ano passado.
17) Você costuma assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando? -- Essa foi uma pergunta meio confusa que acho que precisa ser reformulada no próximo censo. Só não sei pra o que. Ainda assim, 188 (51%) usuários costumam assistir apenas jogo importante, enquanto que 138 (37%) aceitam assistir qualquer tipo de partida mesmo sem ser importante ou do seu time. 34 (9%) não costumam assistir partidas sem ser nem seu time nem seu rival jogando.
18) Você acompanha as ligas nacionais de quais países? (Selecione todas que acompanhar) -- 321 (87%) acompanham o Brasileirão, 231 (63%) a inglesa, 135 (37%) a espanhola e 100 (27%) a alemã. Apenas 57 (15%) acompanham a liga francesa do Neymar, e só 22 (6%) não acompanha nenhuma liga.
Há algumas diferenças interessantes perante ao censo passado. O Brasileirão caiu por 12% (67 ou 99% dos usuários em 2018) e a francesa caiu por 40% (17 ou 25% dos usuários em 2018), enquanto a alemã aumentou em 69% (11 ou 16% dos usuários em 2018). Interessante também os usuários que acompanham as ligas do Japão, da Austrália e da Nova Zelândia.
19) Você costuma assistir campeonatos estaduais? Se sim, quantos jogos? -- 187 (51%) usuários assistem vários jogos, inclusive contra times menores, enquanto que 118 (32%) assistem apenas jogos importantes e 59 (16%) raramente ou nunca assistem, ou só assistem só a final.
20) Se você acompanha campeonatos estaduais, você acompanha os de quais estados? (Selecione todos que acompanhar) -- Pra surpresa de ninguém, o Paulistão é o estadual mais badalado com 191 (55%) usuários acompanhando. Porém, apesar de termos mais gaúchos do que cariocas, o Campeonato Carioca ganha audiência de 162 (47%) usuários enquanto que o Gauchão apenas 106 (31%). Faz sentido, pois tem muita gente de outros estados que torcem pra times cariocas, e também porque simplesmente é um estadual mais competitivo.
Talvez por motivos parecidos, 49 (14%) usuários acompanham o Campeonato Mineiro enquanto que só 28 (8%) acompanham o Paranaense. Apenas 4 estados, Acre, Alagoas, Piauí e Roraima têm seus estaduais completamente ignorados pelo /futebol. Os resultados são parecidos com 2018, porém na época haviam 10 estados com 0 espectadores.
21) Como você acha que devem mudar os estaduais? (Tente selecionar a opção mais próxima da sua ideia) -- Chegamos à primeira pergunta suculenta e polêmica do censo. Apesar de eu ter pedido pra selecionarem uma das opções, muita gente quis detalhar sua ideia, o que efetivamente vira um voto nulo pro censo. Mas tudo bem.
119 (categoria A, 32%) usuários acham que o formato atual tá bom como tá ou deve apenas ser levemente reduzido, enquanto que 89 (categoria B, 24%) acham que times grandes devem entrar direto no mata-mata e 145 (categoria C, 40%) acham que times grandes devem parar de disputar estaduais.
Algo interessante que já era de se esperar foi a correlação entre a frequência que a pessoa assiste estaduais e sua opinião sobre o atual formato. Dos 159 usuários que assistem vários jogos, 43% tem opinião na categoria A, 16% na B e 41% na C. Dos 127 usuários que assistem apenas jogos importantes e/ou clássicos, 27% pertencem à categoria A, 35% à B e 38% à C. Dos 54 usuários que raramente ou nunca assitem, 29% pertencem à categoria A, 17% na B e 54% na C. Nos números deste parágrafo foram ignorados os usuários que “votaram nulo” no censo.
Apesar de fazer sentido na minha cabeça, não pôde ser visto uma correlação entre o entusiasmo do usuário sobre futebol e sua opinião sobre o formato de estaduais (i.e. usuários que assistem 2 ou menos partidas de futebol por semana vs usuários que assistem 3 ou mais partidas por semana).
22) Enquanto continuar existindo estaduais no formato atual, você acha que clubes grandes deveriam disputar com força máxima ou com reservas/sub-23? -- Semelhante à última pergunta, 179 (49%) usuários querem força máxima em clássicos e decisões e sub-23 nos demais, 150 (41%) querem sub-23 sempre e apenas 33 (9%) querem força máxima sempre.
23) Antes da pandemia, você jogava futebol? -- 202 (55%) usuários não costumavam jogar. Até que faz sentido pela demografia (ou estereótipo) do reddit. 61 (17%) usuários jogavam menos de 1 vez por mês, enquanto 45 (12%) 1 vez por semana. Apenas 8 (2%) jogavam 3 vezes por semana ou mais.
24) Você costuma assistir futebol feminino? -- 249 (68%) usuários não assistem, enquanto que 101 (28%) assistem às vezes e apenas 12 (3%) assistem com certa frequência. Além disso, 4 usuários escreveram "somente olimpiadas ou copa do mundo".
25) Além do futebol, qual outro esporte você costuma assistir? (Selecione todos que assistir) -- Esse foi talvez o meu maior erro no censo. O Ayrton Senna tá se revirando no caixão, tadinho. Eu esqueci de incluir Fórmula 1! Num censo pra brasileiros! O esporte que eu vejo meu vô assistir todo domingo! Esqueci o Tênis tambem mas no Brasil esse é esquecível, azar. Em minha defesa eu ainda dei um google "esportes mais assistidos no brasil", mas só apareceu um monte de artigo sobre os esportes mais praticados.
Anyway, essa pergunta me surpreendeu um monte. O grande líder foi e-sports com 143 (39%) usuários dando audiência. Basquete veio em segundo com 131 (36%) e futebol americano em terceiro com 95 (26%), enquanto que 86 (24%) usuários só assistem futebol. Me surpreendeu também que os esportes que eu achava populares no Brasil, luta e vôlei, só tem 56 (15%) e 46 (13%) usuários assistindo, respectivamente. E o futsal que é o mais parecido com o futebol só tem 28 (8%) espectadores. Curiosamente, temos um usuário que assiste xadrez, um curling e um punhobol. Não me pergunta o que é isso. Also, tivemos 4 usuários que selecionaram tanto um esporte quanto “nenhum, só o futebol.” 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔 Shame 🔔🔔.
No próximo censo, além de acrescentar Fórmula 1, acho que seria uma boa ideia separar e-sports em CS, LoL, DotA e FIFA/PES. Não sei se esses são o top 5 ou tem mais.
Parte 3: Futebol Como Paixão
26) Qual é o principal clube pro qual você torce? -- Essa pergunta foi bem interessante. Era óbvio que o Flamengo iria ganhar, por ter a maior torcida e tar em ótima fase. 71 (19%) tem o Flamengo como time principal. Mas a grande surpresa pra mim foi o Grêmio aparecer em segundo com 49 (13%), atropelando o Corinthians com seus 35 (10%). Tu pode pensar “faz sentido porque muita gente coloca o Corinthians como segundo time”, mas não, apenas 1 usuário colocou, enquanto 2 colocaram o Grêmio.
Fora isso, temos Inter e São Paulo empatados com 33 (9%), Palmeiras com 24 (7%) e Vasco com 20 (5%). O Atlético-MG com 15 (4%) tem quase o dobro que o Cruzeiro com 8 (2%). Isso pode ser um sintoma da fase horrível do Cruzeiro.
27) Aproximadamente o quão longe você mora do estádio do seu time? -- Outra surpresa, 114 (31%) usuários moram a mais de 500km do estádio do seu time. Apenas 77 (21%) moram a menos de 10km, enquanto que 60 (16%) moram entre 10km e 30km e 38 (10%) moram entre 30km e 100km.
28) Você se considera torcedor de dois clubes brasileiros? -- E aqui temos outra pergunta polêmica, que quer saber não apenas sim ou não como tambem tua opinião. Nessa, a descrição vai ser longa. Daqui em diante vou chamar os usuários que responderam sim de “bitorcedores.”
Superficialmente, apenas 59 (16%) usuários torcem pra dois clubes. 145 (39%) não mas respeitam, 72 (20%) não e nem tem opinião e 91 (25%) não e acham um absurdo. Mas a gente não vai parar na superfície.
Acho que todos nós esperávamos que o Flamengo seria o clube mais popular entre os bitorcedores. E de fato ele foi. Mas eu esperava que seria por uma diferença muito mais gritante. Apenas 12 dos 56 (21%) bitorcedores torcem pro Flamengo. Em segundo lugar vem o São Paulo com 9 (16%), e em seguida, de maneira surpreendemente, Grêmio e Inter empatados com o Corinthians com 7 torcedores cada (13%). Por outro lado, 2 (4%) bitorcedores torcem pro Santos, e 1 (2%) pra cada um de Cruzeiro e Atlético-MG. Segue a tabela completa mais pra baixo, mas antes disso deixa eu explicar ela melhor.
Comparando a quantidade de bitorcedores com o total de torcedores pra cada clube, vemos que a grande maioria (8 dos 13) tem entre 13% e 19% da sua torcida torcendo pra um segundo clube. A maior proporção foi do Athletico, onde 3 dos 11 (27%) torcedores torcem pra um segundo clube. Já as menores foram do Botafogo (0 dos 5) e Atlético-MG (1 dos 16, 6%). São Paulo tem 9 dos seus 38 (24%) torcedores torcendo pra outro time, enquanto o Santos tem 2 dos 8 (25%). Note que o Flamengo, alvo desse stigma, tem uma proporção normal, considerando que 12 dos seus 71 (16%) torcedores torcem pra um segundo time.
Por último, vemos a proporção de usuários por clube que acha um absurdo torcer pra 2 times. O Atlético-MG foi disparado o clube mais intolerante, onde 11 dos seus 16 (69%) torcedores acham um absurdo uma pessoa ter dois clubes do coração. Já o Athletico tem 5 dos seus 11 (45%) torcedores pensando dessa forma, enquanto o Flamengo tem 7 dos 76 (9%) e o São Paulo 3 dos 38 (8%) achando um absurdo torcer pra dois times. A tabela completa com toda essa informação para os 13 grandes aparece abaixo.
Time X Dos usuários que torcem pra 2 times, o número que torce pro time X Dos usuários que torcem pra 2 times, a % que torce pro time X Dos torcedores do time X, a % que torce pra 2 times Dos torcedores do time X, o número que acha um absurdo Dos torcedores do time X, a % que acha um absurdo Número total de torcedores do time X
Athletico 3 5% 27% 5 45% 11
Atlético-MG 1 2% 6% 11 69% 16
Botafogo 0 0% 0% 0 0% 5
Corinthians 7 13% 19% 8 22% 36
Cruzeiro 1 2% 13% 3 38% 8
Flamengo 12 21% 16% 7 9% 76
Fluminense 2 4% 17% 3 25% 12
Grêmio 7 13% 14% 17 33% 51
Inter 7 13% 19% 12 33% 36
Palmeiras 5 9% 19% 3 12% 26
Santos 2 4% 25% 1 13% 8
São Paulo 9 16% 24% 3 8% 38
Vasco 4 7% 16% 7 28% 25
29) Qual é o segundo clube (aquele que fica geograficamente mais longe de você) pro qual você torce? -- Essa pergunta ficou meio confusa porque usuários organizaram de forma diferente o primeiro e o segundo clube. Não sei como reformular ela no próximo censo. Talvez “qual é o segundo clube (aquele que for “maior”) pro qual você torce”?
De qualquer forma, as estatísticas interessantes já aparecem na última pergunta. Aqui, vemos que 275 (77%) usuários não têm segundo clube, enquanto 5 (1%) torcem pra cada um de Flamengo, Vasco, São Paulo e por incrível que pareça, Paysandu. Curiosamente, 3 (1%) escolheram o Milan.
30) Fora o maior rival, qual clube você mais quer ver perder? -- Outra pergunta suculenta sugerida por algum usuário aqui há muito tempo atrás. Essa também vai ter uma discussão enorme, então botem o cinto gurizada.
Superficialmente, pra surpresa de pouca gente, nós vemos o Flamengo sendo o clube mais desprezado do Brasil, com 96 (26%) usuários querendo vê-los perder. Curiosamente, isso é muito maior do que a quantidade de usuários que apenas querem o mal pro rival (60, 16%) e que não querem o mal pra ninguém (36, 10%). O Corinthians é claro vem em segundo com 60 (16%). Palmeiras tem 38 haters (10%) e São Paulo 14 (4%). Pra minha surpresa, apesar de todas suas falcatruas, Cruzeiro tem apenas 11 (3%) e Fluminense só 8 (2%). Meu tio sempre teve a opinião de que o pessoal fora do RS não gosta do Grêmio por considerar ele um time argentino, mas não vemos isso aqui. 0 usuários escolheram ele, enquanto apenas 2 (um torcedor do Caxias e outro do Grêmio) desprezam o Inter.
Mas podemos ir mais fundo. Primeiramente, tal como ilustrado acima, houve muitos usuários que selecionaram o nome do seu rival invés de selecionar “Apenas quero o mal pro meu rival.” Talvez fosse melhor reformular essa pergunta pra “qual clube de outro estado você mais quer ver perder.” Enfim, pra diminuir esse problema com os dados, eu editei cada usuário que escolheu o nome do seu rival para “apenas quero o mal pro meu rival.” Clubes gaúchos, mineiros e paraenses foram fáceis. Para os cariocas, eu considerei o Flamengo como rival de todos os outros três grandes, enquanto que o Vasco e Fluminense são simultaneamente rivais do Flamengo, mas o Botafogo não. Já em SP, o Corinthians, São Paulo e Palmeiras são simultaneamente rivais um do outro, enquanto o Santos ficou sem rival.
Levando em consideração apenas torcidas de tamanho médio (4 ou mais), sobram 351 usuários. As maiores diferenças são no Palmeiras e São Paulo. O primeiro caiu para 27 (8%) usuários que o desprezam, enquanto que o São Paulo caiu para 4 (1%).
Os clubes que mais desprezam o Flamengo são o Santos (6 dos 8, 75%), Atlético-MG (10 dos 15, 67%), e Palmeiras (14 dos 24, 58%). O único clube com muitos torcedores (10 ou mais) que não quer ver o Flamengo perder mais que todos os outros foi o Inter. 8 dos 31 (26%) colorados desprezam o Flamengo, enquanto que 17 (55%) despreza o Corinthians. Isso faz sentido, porque o Corinthians “roubou” um Brasileirão em 2005 enquanto o Flamengo meteu 5 a 0 no Grêmio ano passado.
Dos clubes com poucos torcedores, Ceará (0 dos 5) e Santos (0 dos 8) são os com mais desgosto no coração (0 torcedores “não querem o mal pra ninguém”), enquanto que Cruzeiro é o mais pacífico (3 dos 7, 43%). Dos clubes com muitos torcedores, Atlético-MG (0 dos 15), Athletico-PR (0 dos 11) e Inter (1 dos 31, 3%) são os com maior antipatia por outros clubes, enquanto que o São Paulo (4 dos 37, 11%) é o mais pacífico.
Segue a tabela completa para quem quiser ver. Para ler a tabela: 20% dos 15 torcedores do Atlético-MG, por exemplo, querem o mal apenas pro seu rival, 7% pra cada um de Corinthians e Fluminense e 67% pro Flamengo.
31) Fora o(s) seu(s) clube(s) do coração, com qual clube você mais simpatiza? -- Uma pergunta um pouco diferente da de dois torcedores. Temos usuários que torcem pra dois times e simpatizam com um terceiro. Temos usuários que torcem só pra um time mas simpatizam com outro. E temos usuários que não simpatizam com nenhum - especificamente, 103 (28%).
Dos times com simpatizantes, pra minha surpresa, a Chape ficou apenas em segundo com 22 (6%) usuários. O time mais simpático do /futebol é o Vasco com 26 (7%). O Bahia fecha o pódio com 19 (5%). Fora isso, podemos ver algumas curiosidades ao analizar mais profundamente.
Dos 86 torcedores da dupla grenal, 3 (3%) deles simpatizam com o arquirival, enquanto que 1 vai mais longe e considera o arquirival seu segundo time. Curiosamente, essa pessoa mora em Porto Alegre ou região (i.e., a menos de 10km do estádio). Nenhum dos 24 Cruzeirenses e Atleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Nenhum dos 20 Coritibanos e Athleticanos torce ou sequer simpatiza com o rival. Dos 5 torcedores do Botafogo, 1 (20%) simpatiza com o Fluminense, enquanto que dos 76 torcedores do Flamengo, 1 simpatiza com o Botafogo. Curiosamente, 2 (3%) torcedores do Flamengo e 1 dos 25 (4%) torcedores do Vasco desprezam o Botafogo acima de todos os outros. Dos 38 torcedores do São Paulo, 3 (8%) simpatizam com o Santos, enquanto que dos 36 torcedores do Corinthians, 1 (3%) simpatiza com o Santos.
32) Você participa de alguma torcida organizada? -- Gostei dessa pergunta. E até fiquei surpreso com os resultados. Temos 9 (2%) usuários do sub que atualmente participam de uma torcida organizada. Além disso, temos 2 (1%) usuários que já participaram delas. Um falou que parou por “questões de tempo, responsabilidades e etc.” enquanto o outro comentou “acho que são importantes no estádio, mas a estrutura e cultura delas é lamentável” (eu gostaria de ouvir mais sobre isso).
Fora isso, 182 (49%) usuários responderam “não, e sou indiferente,” 93 (25%) “não, mas apoio elas,” 59 (16%) “não, e odeio elas” e 20 (5%) “não, mas tenho amigos que participam.” Dos usuários que escreveram sua propria resposta, um colocou “gosto da festa e não gosto da briga,” outro “não, mas sei que a maioria dos seus integrantes não são bandidos infiltrados,” mais um “não, e acho que as vezes atrapalham o futebol, porém algumas fazem um trabalho fenomenal (Fortaleza),” e por último “não participo, gosto da festa que fazem, mas são problemáticas na questão da violência.”
Parte 4: Futebol Como Profissão
33) Você já tentou seriamente virar jogador de futebol profissional? -- Uma pergunta interessante que eu não tinha muitas esperanças de receber um “sim”, mas ainda assim recebemos. 1 usuário conseguiu enquanto 24 (7%) tentaram mas não conseguiram. Outros 22 (6%) tiveram parentes que conseguiram. 318 (86%) simplesmente nunca tentaram.
Outra coisa interessante foram as respostas manuais. Um usuário escreveu “joguei em categorias de base mas nunca tive ambição,” outro “jogo nas categorias sub 17,” e o meu favorito, “não, mas tive um ex-colega que treinou no Internacional e teve chance de ir para o Real Madrid, mas foi tonto e perdeu a chance porque não quis ficar longe da família.” Imagina se o Messi tivesse pensado dessa forma. Imagina se tivesse alguém com ainda mais talento que o Messi mas que pensou dessa forma e o talento nunca floresceu. Perguntas interessantes.
34) Você já tentou ganhar a vida do futebol sem ser jogador, pelo menos por um tempo? Se sim, como? -- Pergunta parecida com a anterior, porém mais ampla. Ainda assim, não gostei dela. Ela teria que separar “tentei e não consegui” de “tentei e consegui,” e talvez “tentei, consegui, e continuo conseguindo.” Mas não tenho nem ideia qual o melhor jeito de fazer isso.
De qualquer forma, 344 (93%) usuários nunca tentaram. Dos 26 que tentaram, 10 (38%) foram como apostador, 5 (19%) como jornalista, 2 (8%) como técnico, 1 (4%) como dirigente e 1 como narrador. Nenhum usuário selecionou Youtuber da lista, mas um escreveu “além de Youtuber, também planejo ser Técnico ou Preparador.” Além disso, um usuário escreveu que já estagiou em medicina do esporte no Athletico, outro “Quadra de Futebol Society,” mais um “Faltou e-Sports aí na lista,” enquanto outro afirmou ser diretor do Criciúma!
Conclusão
Então é isso. Termina mais um censo do /futebol. Espero que vocês tenham achado interessante. Mas lembrem-se que não dá pra extrapolar muito os dados desse censo, e que a população do /futebol não é nada representativa da população de torcedores brasileiros de futebol. Agora pra sair outro censo acho que talvez só em 2022, então aproveitem esse.
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2020.09.03 20:16 OrbitingMoon Minha visão de mundo sempre foi meio distorcida

Quando moleque eu era meio bagunceiro, fazia muita merda, às vezes puxava briga, mas não sabia me defender depois, mas mesmo assim eu tinha alguns amigos. Quando eu entrei na quarta série eu tinha engordado um pouco, e na minha sala tinha um repetente. Nossa relação inicialmente foi bem normal, mas eventualmente começamos a nos dar mal e ele começou a me bullynar. Da quarta até a oitava série, quase que todo dia, eu tinha que lidar com isso (escola pequena, só tinha uma turma por série), eu era muito triste na época; matava aula sempre que podia, porque lá tudo que me esperava era zoação e eventuais brigas (que eu sempre perdia). Eventualmente todo mundo cresceu e parou de fazer isso, e o bullying acabou.
Mas não foram só flores depois daquilo, é óbvio que aquilo fudeu comigo, durante aqueles anos eu tentei suicídio no mínimo umas duas vezes, e toda noite antes de dormir eu desejava que ou eu ou ele morressemos, porque eu não aguentava mais. Quando acabou, eu tinha uns 14 anos, estava no nono ano, nunca havia tido uma amiga mulher, nunca dormi na casa de um amigo, não sabia fazer amizades, não sabia sorrir, era tímido, não sabia conversar, não tinha nenhum amigo de fora da escola, e mesmo dentro dela, só tinha dois ou três amigos de infância. Eu basicamente ainda era tão socialmente desenvolvido quanto uma criança de 10 anos (talvez até menos).
Enfim, eu não ligava pra isso, eu podia fazer amizades virtuais, certo? Sim, e eu fiz alguns bons amigos, mas eventualmente eu perdia todos eles porque eu não tinha escrúpulos e falava demais, coisas pessoais, íntimas, enfim. Eu não sabia manter amizades, eu era "estranho" demais pra isso. Mas um cara, ainda assim, me suportava, ele era bastante compreensivo e me aturava, incentivava-me a estudar, conversar com meninas ou outras pessoas, mas eu não levava ele tão a sério, até que eu entrei no ensino médio. De repente eu percebi o quão inútil eu era, e como eu não sabia de nada que deveria ser senso comum (eu, com 15 anos, não sabia nem o que significava ficar com uma menina).
Eu pedi muitos e muitos conselhos para aquele meu amigo, e ele me ajudou bastante, eu fiz minha primeira amiga mulher graças a ele! Mas eu ainda era muito estranho, então com o tempo perdi tanto a amizade dele quanto a dela. Eu era bastante triste na época, tinha muitas inseguranças, mas ainda assim me esforçava o máximo que podia para fazer amigos. Foi, também, nessa época que eu fiz minha primeira melhor amiga, eu amava ela demais, uma vez brigamos e ficamos alguns meses afastados, fiquei deprimidíssimo por um tempo, considerei suicídio porque não tinha mais ninguém. Mas uma hora eu acabei melhorando e me tornei capaz de ser mais normal, conseguia conversar numa boa, já tinha alguns amigos, fazia novas amizades e tudo mais.
Ainda assim eu ainda tinha uma visão bastante distorcida do gênero feminino, ainda não tinha experiência nenhuma com nada remotamente sexual, inclusive, participava de fóruns de incels, acreditava fielmente na blackpill (tua aparência determina teu sucesso na vida), e mais um monte de besteiras que eu lia nos fóruns. Um dia, porém, uma menina chegou em mim (eu nunca havia visto ela na vida), e pediu pra ficar comigo, eu logicamente aceitei, estava desesperado por uma companheira e por ter essas experiências "normais" que todo jovem tinha. Ela me deu seu número de telefone e ficamos conversando pelas próximas semanas, e que semanas...
Aquela mulher acabou de verdade comigo, só reforçou as visões que eu tinha do gênero feminino que eu via na internet. Ela foi a pior mulher que eu poderia ter encontrado para ser com quem eu teria minhas primeiras experiências envolvendo pegação e afins. Ela era uma pessoa horrível, dizia ter nojo de velhos, falava muita merda pra mim, era burra, mas muito muito muito burra, já tinha 20 anos e não tinha nem terminado o fundamental. Ainda assim, eu não tinha mais ninguém na época, e embora eu não gostasse dela, ainda assim queria experienciar o que era a pegação, então quando começamos a trocar nudes, ignorando como ela abaixou minha autoestima na época porque eu não era superdotado como ela queria, eu sentia uma sensação de poder porque ela me mandava fotos dela sempre que eu queria, eu atribuia isso à minha aparência (sou bonitinho, e segundo os fóruns, era só disso que alguém precisa para ter sucesso na vida).
Eventualmente, meio enojado com ela, decidi que não queria mais ela na minha vida, e cortei contato, voltando a estar sozinho. O engraçado é que aquilo me "traumatizou", e eu me recusei a ficar com alguém depois daquilo, inclusive uma menina que era minha vizinha (pensando agora, se ela tivesse sido a primeira pessoa com quem eu fiquei, eu nunca teria passado por esse monte de merda). Eventualmente eu fiz alguns amigos (homens) e fui pra algumas festinhas pela primeira vez, foi bem bacana, passei mal na primeira vez bêbado), mas eu ainda não queria me envolver com mulheres por medo daquilo se repetir.
Com o tempo eu deixei a visão incel que eu tinha do mundo e da mulheres de lado, mas ainda assim eu tinha uma visão distorcida da vida real. Esse ano eu conheci uma menina pela internet, e ela vem me ajudando bastante com isso, ela é bem bacana, e vem me ajudando a superar o medo que eu tinha de tudo isso. Claro, ela, de certa forma, me decepcionou bastante, foi bem deprimente quando eu percebi que eu não vivo num filme de amor adolescente, sabe? Eu acreditava que encontraria uma menina inexperiente como eu, então namoraríamos e aprenderíamos tudo juntos, seríamos felizes para sempre! Embora ela more perto de mim, ainda é longinho então nunca nos vimos pessoalmente, então embora eu ainda seja bobão quando o assunto é pegação, pelo menos agora, graças a ela, estou disposto a mudar.
Inicialmente eu tinha um crushzinho por ela, porque ela parecia ser o modelo de menina perfeitinha que eu tanto desejava, mas ela é humana, assim como eu, tem defeitos, temos diferenças, e eu fico feliz por ter percebido isso. Eu, ainda não entendo direito como eu cheguei nessa conclusão, mas eu tinha a visão de que toda menina busca um romance enquanto todo cara só quer pegação, e foi um puta choque de realidade quando eu percebi que não era assim, até a menina que era super babaca comigo queria um namorado, ela não quer????
Finalizando, peço desculpas se a coesão do texto tenha ficado ruim (sempre foi meu ponto fraco na escrita de textos) ou se eu omiti algum detalhe importante sem querer. Foi um tempão, fiquei muito tempo vivendo de ilusão, achando que o mundo fosse como um conto de fadas, mas é bom poder saber que agora, depois de tudo isso, eu já não sou o moleque esquisito que eu era há alguns anos. Obrigado se você leu até aqui :)
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2020.09.02 15:27 Spectreman_ De como nunca cheguei onde eu queria por pegar atalhos mais fáceis

Amigos,
Esse é mais um desabafo de alguém que não conseguiu o que queria na vida. E a culpa não foi do sistema, do governo, dos meus pais. Foi minha e somente minha por sempre querer cortar caminho, escolher atalhos. Vou contar a minha história e espero sirva de alguma coisa para vocês.
Comecei a trabalhar muito cedo, desde os 14 anos. Em casa, nunca faltou nada, porém nunca sobrou também. Sempre estudei em escola pública pois meus pais nunca quiseram fazer um esforço extra para garantir uma educação melhor aos filhos. Não os culpo, eles não viam a educação privada como algo realmente de valor, que valesse um gasto extra. Aos 45 minutos do segundo tempo (na metade do último ano do ensino médio) eu consegui uma bolsa em uma ótima escola particular e minha mãe insistiu que eu fosse transferido para lá.
Primeiro atalho: Naquele tempo, fazer medicina era, sem dúvida, a melhor carreira a ser seguida. Sonho tanto meu quanto da minha mãe. Se eu realmente me esforçasse naquele ano, conseguiria entrar em uma faculdade pública de medicina. Mas claro, o instinto da moleza falou mais alto e escolhi um curso mais fácil para entrar, que não precisaria estudar tanto, e acabei entrando em uma faculdade pública no curso de minha opção B.
Segundo atalho: No primeiro dia do curso, já deu para ter uma ideia de quanto difícil seria ter uma carreira nessa profissão B. Qualquer pessoa sensata decidiria dar um passo para trás, voltar para o cursinho e corrigir a c#$%&a feita. Perder um ano em uma carreira que dura 30 anos é, pra ser sincero, uma gota em um balde. Mas claro, pela segunda vez, decidi o mais cômodo. Já estava enturmado com o pessoal da faculdade, festas, bebidas, garotas. Decidi continuar na besteira desse curso.
Terceiro atalho: Fiz pós-graduação pois não consegui emprego logo após me formar. Apesar de 80% dos que se formaram comigo estarem desempregados, ou terem mudado de carreira, eu, por sorte, consegui um emprego em uma multinacional americana (empresa A) logo após terminar a pós-graduação. Nível técnico, bem abaixo da minha formação. Apesar de ser uma excelente empresa, eu me sentia menosprezado no meu trabalho por fazer tarefas repetitivas. Conheci melhor as minhas opções lá dentro e tinha uma meta clara de ser transferido para a matriz nos EUA. Anos se passaram e ao ver que essa transferência iria levar mais um tempo, de 2 a 4 anos, pela terceira vez decidi cortar caminho e troquei o meu emprego por outra empresa (empresa B) por míseros 10% a mais no salário. Provavelmente uma das maiores besteiras que fiz na vida.
Hoje tenho um emprego no que restou da empresa B, porém estou longe de onde queria estar, tanto na carreira quanto onde queria morar. Aos quase 40 anos de idade, vejo que é praticamente impossível conseguir o meu sonho de trabalhar nos EUA. Vejo que, a maioria das pessoas que trabalhou comigo e apostou no longo prazo, sem cortar caminho, acabou conquistando o que queria na vida e na carreira. Claro, comparando com a situação do mundo hoje, tenho uma vida até confortável, porém fica sempre aquela sensação de frustração e arrependimento do que eu poderia ter sido.
É isso.
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2020.08.19 04:37 FlavioKD9 Um desabafo (de anos) um tanto quanto longo

Bom dia, boa tarde ou boa noite, queria deixar claro aqui que se você tiver paciência pra ler e opinar, agradeço. Mas já sei que vou levar muitos down votes, por que sei que o meu “problema” é nada comparado a outros mil que tem aqui.
Bom, vou começar da minha infância, sempre tive que me virar sozinho pois meu pai e minha mãe trabalhavam muito, e não tinha ninguém para me ajudar, então desde cedo cresci sozinho, e me virando. Isso é bom, aprendi desde cedo a cozinhar, limpar a casa, tarefas básicas do dia a dia. Na escola, nunca fui de ter muitas amizades, eu sempre fui o garoto gordinho que ficava sentado sozinho lendo ou escutando música. Isso perdurou até o fim do ensino fundamental, quando fui para o ensino médio, os problemas de amizade diminuíram um pouco, fiz alguns amigos que duraram exatos 3 anos. Eu já tinha gostado de algumas garotas na época do fundamental, mas nunca tinha me declaro por ser feio e gordo, eu achava isso ruim, mas, desde aquela época, não tinha força de vontade para encarar uma academia ou algo do tipo. Voltando para o ensino médio, começaram a aparecer os primeiros resquícios de falsidade entre os amigos, e então, eu me declarei para uma amiga, estávamos bem próximo na época, e aí aconteceu o que? A friendzone? Não, foi algo pior, quando eu me declarei para ela, ela me olhou e disse que não gostava de mim, e só tinha ficado mais próximo, para mim ajudar ela a ficar com o meu melhor amigo.
Lembra que tinha melhorado o meu problema com amizade? Então, a partir daquele momento, tudo tinha voltado para a estaca zero. Enfim, terminei o ensino médio com perrengues e muitas greves, inclusive eu tive o privilégio de conseguir fazer um curso pré-ENEM, se não estaria muito ferrado naquela maldita prova. Logo depois tive que encarar uma decisão fudida quando você tem 17/18 anos: o que fazer do futuro? Como a maioria (fontes das vozes na minha cabeça), eu não fazia ideia do que escolher, até porque eu gostava de jogar videogames, ler e escutar músicas. Foi então que decidi fazer Análise e Desenvolvimento de Sistema, e eu... odiei. Desenvolver é mágico, mas não é para mim. Então, teve todo um rolo com problema de matricula na minha faculdade, e eu iria perder um semestre, e como eu já não aguentava mais, eu decidi sair, foi então que por pressão dos meus pais (eu entendo que eles queriam o meu melhor e que eu tivesse pelo menos um diploma para não prejudicar o meu futuro), eles me fizeram entrar em uma faculdade particular, só que não tinha nenhum curso que me chamasse atenção, então vamos novamente para Análise e Desenvolvimento de Sistemas, como eles estavam pagando, eu tinha a obrigação de dar o meu melhor e passar. Ok, eu ia fazer o ENEM de novo, para tentar alguma outra coisa, foi então que eu tive a brilhante (idiota) ideia de ir para o oposto do que já estava estudando, entrei para História Bacharel (não me pergunte o porquê, pois foi um surto meu), cursei um ano, e por divergências de opiniões e expectativas frustradas (!), resolvi trancar, até para terminar a outra faculdade.
No final do ano passado (2019, que saudades de quando não tinha quarentena), conclui a faculdade particular, então meus pais estavam tranquilos, porque se desse alguma merda, eu tinha uma formação, e eu estava no começo da minha “crise”. No início desse ano, meu único e fiel amigo, que me acompanhou por 11 longos anos, morreu com uma doença que até hoje não descobrimos o que era, fizemos de tudo para salvar, mas não rolou. Eu e meus pais éramos muito apegados nele, resumindo ele dava alegria e energia para a casa. 2020 já tinha começado daquele jeito, que merda. Vou passar por alguns meses porque foi um trauma e meses de “recuperação”, então aconteceu a merda da COVID, comecei a ter crises de ansiedade quando via as notícias de quantas pessoas morriam por dia. Meses de ansiedades e falta de estabilidade mental depois, acontece uma parada que eu nunca tinha tido (ou, pelo menos, não lembro), eu me apaixonei platonicamente por uma artista brasileira 5 anos mais velha, desde o início dessa “paixão”, eu tentei colocar na minha cabeça de que nunca ia rolar (até hoje estou tentando) até mesmo para não me frustrar, mas não funcionou, e o pior é que não é nada sexual, ou coisa do tipo, é gostar de estar com a pessoa, ouvir ela falar, cantar, etc. Eu sei que agora provavelmente você deve estar pensando: “Alerta de maluco!!”, até porque eu estou pensando isso agora.
Ok, depois de estar formado, com uma faculdade trancada, apaixonado por uma atriz, chegou a famosa (conheci fazem 15 minutos) crise dos 20 e poucos. Meu pai é baterista e eu sempre vivi em volta da música, mas nunca tive determinação de aprender um instrumento. Mas, agora na quarentena, me veio a vontade de aprender a tocar violão (eu já o tinha parado há alguns anos, ganhei em algum aniversário), só que aí veio os sonhos malucos, comecei a sonhar alto demais, e, sempre que se sonha alto, vem as frustrações, por que é a minoria que consegue o que eu comecei a sonhar. Eu sonhei em ser Ator, Diretor, Escritor, Músico, resumindo, eu quero ser famoso, e eu sei que a partir do momento em que eu sonhei isso, já virou uma bola de neve de frustrações, porque para ser bom nessas coisas, a pessoa tem que treinar desde criança/adolescente, e eu com meus 21 para 22 anos, não sou mais um estudante, e sim um desempregado. Comecei a fazer pesquisas sobre a área e sobre o instrumento, li um artigo que para se tornar profissional, tinha que tocar há 15 anos. Mais crises de ansiedades. Ah, aí você me pergunta, com o que eu gastei o tempo dos meus 17 aos 21? Isso mesmo, videogames. Não vou mentir, eu gosto, ou gostava, nem sei mais quem eu sou. Fiquei pensando nisso e adivinha? Mais frustrações.
Agora eu estou em um looping, de tentar aprender alguma coisa, mas ter medo de ser miserável nisso, então eu não aprendo essa tal coisa, fico frustrado e começa tudo de novo. Já está chegando no ponto de eu pensar em fazer alguma coisa nova, mas desistir em seguida. Agora quando a faculdade voltar, pretendo mudar para Artes e estudar cinema e artes plásticas (não tem apenas o curso de Cinema aqui na minha cidade). Eu sei que pode parecer bobagem, mas eu não tenho mais forças pra levantar (falta de boleto!) de manhã, e sei que esses meus sonhos altos só vão levar em frustrações enormes, que eu não quero acumular para jogar em alguém. Sinto enormes dores de cabeça, e uma dor que eu não consigo explicar, não é algo físico, mas quando começo a sentir, me causa uma respiração ofegante e uma vontade de não existir.
E eu também sei que eu sou um puta hipócrita, que sou privilegiado por ser homem, branco e hetero. Que tem pessoa passando por muita coisa pior. Eu olho para todas essas merdas acontecendo pelo país e mundo, e sei o privilégio que eu tenho. Reconheço isso, mas essa vontade de não existir, é algo que parece colocar mais peso em problemas que são “comuns”. Eu não tenho coragem de fazer nada, porque eu sou filho único, e minha mãe já perdeu um irmão para a merda da depressão. Então, eu só convivo com isso, com as frustrações e sonhos altos demais, pretendo ir para um psicólogo quando a merda do COVID acabar, mas por enquanto, encontrei um lugar para falar mais abertamente sobre o assunto, que é esse sub, e, depois de anos, vou finalmente desabafar totalmente. Agora eu não sei exatamente o que fazer, estou tentando me forçar a tocar violão, mesmo com uma voz na minha cabeça dizendo eu vou ser miserável e nunca vou chegar aos pés dos profissionais.
Se você leu até aqui, primeiro, Parabéns! Segundo, obrigado por perder tempo lendo esses “problemas” boçais. Terceiro, fica a vontade de comentar, dar um conselho, me xingar, ou qualquer coisa do tipo. 😊 Desculpa se eu repeti ou deixei alguma coisa fora do contexto, coerência não foi o meu forte na redação do ENEM.
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2020.08.11 21:42 MarienBabalu Fui babaca por me meter onde não devia para proteger meu afilhado de uma menina com depressão? (Mistura de Nice People e Julgamento)

Olá Turma maravilhora. Talvez o Luba, Matheus, e as deusas Gala e Mist (as donas do Luba). A historia é bem longa mesmo vou tentar resumir o máximo sem deixar nada importante escapar. Obrigade pela atenção. Parêntese não muito util: (Sou não binário, entao pode usar a vóz mental que quiser) Parêntese menos util ainda: (É a terceira vez que estou postando isso, pq desconfio que nas outras duas postei na comunidade errada)
Eu estudava em uma escola que tinha o ensino médio junto com um técnico, por isso ela tinha duas características diferentes das demais escolas da região. A primeira era um sistema de apadrinhamento, onde quem estivesse no segundo ano, ajudava alguém do primeiro (Eu acabei sendo sorteada para uma pessoa, mas acabei "adorando" outro afilhado, que vou chamar de Iogurte). A segunda característica era a entrega de um "tcc" ao final do curso. A história começou no ano de 2018, era o final do nosso segundo ano, e todos estavam escolhendo seus temas de tcc. Eu havia acabado de escolher meu tema, e estava muito feliz com ele, quando uma menina se aproximou e disse que não tinha tema. Eu sugeri a ela um tema muito bom que combinava com ela, ela gostou e disse que iria usar esse tema. Essa garota em questão (Vou chamar de Vivi) era MUITO famosa na sala por não fazer absolutamente NADA nos trabalhos e atrapalhar muito os outros alunos, além de ser extremamente falsa e folgada, e sempre corria pedir ajuda pra mim. Ela sabia que eu não recusava. Já abriguei ela várias vezes quando teve problemas em casa. Ela vinha de um lar pobre e desestruturado, então tentava ser compreensive. Já emprestei minha própria cama pra ela dormir, comprei remédios, paguei contas de restaurante pra ela, até fui buscar ela de madrugada na rodoviária da cidade (ela morava em uma cidade a 26km da nossa escola). Eu sabia que ela iria correr pra mim de novo, mas não esperava que fosse tanto. No ano seguinte, 2019, todos estavam querendo fazer o TCC sozinhos, então o professor pediu que fizéssemos preferencialmente duplas. Ela simplesmente colou na minha mesa e disse para juntarmos os nossos, "já que eram parecidos" (o meu era absorventes descartáveis, o dela impactos ambientais do carnaval). Eu falei que preferia fazer sozinha, pois sabia que não sairia coisa boa de uma dupla com ela, mas ela insistiu e eu acabei aceitando (mesmo com meus amigos avisando para não fazer isso). Ela disse para o professor que já tinha orientadora e o trabalho encaminhado, então ele pediu para que fizéssemos o tema dela. Logo que o ano começou de vez, ela passou a não ir nas aulas de manhã, e nem nos dias que tinham a matéria do tcc (projeto integrador). Acontece que ela é diagnosticada com depressão e bipolaridade, então ela me afirmava que estava em médicos, eu nunca sabia se era verdade ou não. Eu ia às reuniões com a orientadora (que claramente não entendia nada do assunto, e foi só a primeira professora que ela viu passar pela instituição), e ela nunca ia. Certo dia até pedi para ela ir daquela vez pelo menos, Vivi disse que iria, mas ela não foi. Quando a questionei ela disse que estava no médico. Me senti culpade e triste por ter brigado com ela. Mas, poucos minutos depois, minha amiga mostrou os status dela passeando no shopping com a mãe. Pedi então a ela que apenas grifasse as partes importantes de um artigo científico, ela grifou partes aleatória, e foi a última coisa que ela fez no tcc. Depois da metade do segundo bimestre ela simplesmente sumiu. Ela já havia repetido de ano por faltas. Então eu passei a fazer o TCC sozinhe. Quem me salvou foi o professor da matéria (Rogério, você é maravilhoso). No final do ano estava com o trabalho pronto. Sempre tive como NOSSO trabalho, e sempre contei pra ela sobre tudo, e pus o nome dela em tudo. No final do ano, descobri que ela estava aprendendo a colorir, e trabalhando como manicure. Até aí tudo bem, estava feliz por ela. Aqui quem vem o caos. No ano seguinte, 2020 (antes da pandemia chegar ao Brasil), Iogurte estava no terceiro ano, ano de tcc. Vivi tinha repetido, então estava na sala dele. Ela sabia que ele é meu afilhado, e meu xodó, meu intocável. Vivi colou nele igual em mim. Iogurte já estava com uma dupla e um tema pronto, ele conta que ela simplismente sentou junto deles e perguntou "Então, qual vai ser o nosso tema?". Eu espumei de raiva ao saber disso. Iogurte me contou perguntando se eu devia deixar ou não ela ser sua dupla, já que ela tinha sido a minha. Eu prontamente respondi que não, então ele falou que ia conversar com ela e ver se iria dar uma segunda chance e deixavam ela fazer trio com eles. Alguns dias depois, ele me mandou um áudio. Reconheci ao fundo o som de calopsitas, ele tinha ido até a casa da Vivi pra falar com ela. O áudio tinha quinze minutos, toda vez que lembro dele fico furiose, nele ela contava que ela havia se afastado da escola por estar mal. Disse primeiro que eu não podia fazer tcc sozinha de jeito nenhum, sendo que teve gente na sala que fez sim, falou como se ela tivesse me salvado de repetir de ano fazendo dupla comigo. Depois começou a contar uma história gigante sobre ter sido dopada por um médico por um tempo, depois ter tentado cometer suicídio por overdose, ter ficado em coma, dizendo que fizeram lavagem estomacal nela, que ela ficou de cama por meses, coisas muito pesadas e tensas que pessoas com depressão profunda realmente passam (Eu sei pq tenho um tio que sofre disso, sei bem como é isso, na minha família). Porém, eu sabia que tinham enormes chances de serem mentira, já que ela dizia toda feliz que estava trabalhando naquele ano e já que sempre me mostravam status dela com a mãe, curtindo (obs: eu tinha o status dela silenciado, pq na época eu realmente não ligava, meus amigos que me mostravam) então ela devia estar mentindo. Sempre fiz tudo por Vivi, e uma semana antes até ajudei a limpar o apartamento dela e levei um pudim que eu mesme fiz pra ela. Falei para o Iogurte não cair nessa e não fazer o TCC com ela, graças aos céus ele me ouviu e não fez. No dia seguinte recebi dois áudios dela falando em tom calmo que o mal que eu fiz pra ela ia voltar pra mim, também que eu tinha contado um monte de mentiras pro Ioguste e que ninguém mais queria fazer tcc com ela (essa parte Iogurte me confirmou, ninguém queria fazer tcc com ela mesmo). Ainda acho que fiz o certo, mas isso ficou na minha cabeça. Fui babaca por falar pro meu afilhado não dar uma segunda chance pra uma menina com depressão?
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2020.08.06 04:56 Hecate_-_ Como eu venci o bulling

Olá Luba, Galadriel, Misty, editores, espíritos de papelões, LED's agora simétricos, editores e turma que está a ver. Essa história é de uns anos atrás, quando eu estava no primeiro ano do ensino médio. Logo na segunda semana de aula, eu peguei dengue hemorrágica, e depois de quase três semanas afastada das aulas eu voltei, vários quilos mais magra, com alguma manchinhas na pele ainda, muitas manchas roxas de veias estouradas, e ainda deslocada por estar voltando à minha rotina. Eu tinha poucos amigos, dentre eles o único garoto gay assumido da escola, era estudiosa, jogava RPG, usava óculos e aparelho nos dentes, nunca tive espinhas e tenho cabelo cacheado (numa época em que chapinha era uma verdadeira ditadura). Eu inventei o bulling! Meu contato com o bulling começou logo quando voltei às aulas. Diziam que eu era uma viciada (por conta das manchas roxas nos braços, o emagrecimento vertiginoso e a indisposição). Era só um boato, eu não liguei. Depois chegou a primeira semana de provas. Eu tirei as melhores notas das sala em pelo menos 90% das matérias. Aguentei mais alguns boatos sobre como era possível que eu tivesse boas notas sem ter frequentado metade das aulas até ali. Diziam que os professores tinham pena de mim, que eu estava fazendo favores sexuais aos professores e professoras (até meu corpo era um problema, tendo 104cm de busto com quinze anos, diziam que eu tinha "peitos de vadia"). Eu deixava os comentários entrarem por um ouvido e sair pelo outro. Criaram uma comunidade no Orkut pra falar sobre como meu cabelo era feio, ou sobre como eu deveria estar mentindo a idade com minha falta de espinhas ou meus "peitos de vadia". Eu seguia em frente na companhia desse meu amigo, que também enfrentava muitos comentários odiosos, coisas pesadas, mas nesse momento não tinha chegado em agressão ou nada físico, até o início do segundo bimestre. Vendo que eu não ligava pra comentários ou comunidades no Orkut, começou a ficar pesado. Tive coisas roubadas, cadernos rasgados, chicletes colados no meu cabelo... Mas era tudo anônimo, nunca consegui encontrar os culpados. Até o dia da lista. Correu na minha sala, duas listas. Uma das garotas mais bonitas, e outra das mais feias. Eu nem quis ver, tava de fato cagando pra isso. Mas uma garota que vamos chamar de Karen, veio trazer aquela lista pra mim, eu fiz que nem era comigo, então ela de irritou e disse várias coisas pra me irritar, eu abri um bocejo, e perguntei de ela já tinha terminado. A Karen, ficou puta, disse q eu podia fazer essa pose de quem não se importava, mas que sabia o quanto eu estava chorando por dentro e que eu era uma nada e mimimi mimimi, professor chegou e acabou por aí. Eu pensei assim. O problema foi que os meninos acharam que era uma ótima ideia atribuir pontos às garotas, e quem "pegasse" a garota, recebia os pontos. As mais bonitas tinha pontuações altas, e quanto mais ia descendo sua colocação, mais diminuía a quantidade de pontos. Mas no meu caso e de mais duas meninas consideradas "as mais feias", era atribuída uma pontuação alta, pq o cara que tivesse "coragem de pegar" ganharia pontos pela "caridade" e pela coragem. Karen veio "esfregar" isso na minha cara dizendo que nem assim, nenhum garoto ia querer me beijar. No dia seguinte, depois que acabou o recreio, eu me dirigi à minha sala mas não me deixaram entrar, uns garotos que estavam com a tal lista na mão me encurralaram, disseram que eu não ia entrar se não pagasse o "pedágio". Eu recuei e tentei me afastar, entraria qdo o professor chegasse. Mas um deles não deixou, vamos chamá-lo de Karon, ele disse algo sobre precisar de pontos até o fim de semana, e me prendeu, segurando meus braços junto ao meu corpo na altura dos cotovelos. Fiquei em pânico, eu odeio que me toquem, ainda mais de forma tão invasiva. Ele foi se aproximando pra me beijar à força, eu me afastei e dei com a cabeça na boca dele, quando ele baixou a guarda, dei uma joelhada na virilha e ele me soltou. Eu poderia ter parado por aí, mas pensei rápido, tinha vários garotos ali e poderiam torcer a história, como se eu viesse do nada e batesse no garoto, então continuei batendo nele, consegui derrubá-lo, subi em cima e socava ele no rosto, com toda a minha frustração, descarreguei nele cada vez que fingi que o bulling não me afetava. Só parei de bater nele qdo me arrancaram de cima dele. Ele estava desmaiado, ou fingindo, não sei, mas o nariz dele sangrava muito. Me mandaram pra diretoria, no dia seguinte eu não entraria sem um responsável. No dia seguinte, estava eu com meu pai, o garoto com a cara roxa e a mãe dele. Quando me perguntaram o pq de tanta violência, eu disse q ele tentou me beijar à força, meu pai tinha um sorriso que não desmanchava por nada. A mãe do Karon tentou me refutar na hora, mas qdo olhou pra ele, e ele com aquela cara de cachorro que cagou na sala, ela viu que era verdade. Ela deu vários tapas nele, dizendo que o que ele ganhou era pouco, e que se ele quisesse consertar o nariz quebrado, ele que trabalhasse e pagasse pela cirurgia. Ele pegou suspensão. Comigo não aconteceu nada, só fui obrigada a ir ao psicólogo e fazer terapia de controle da raiva. Nunca mais fizeram nada físico comigo. As hostilidades femininas ainda duraram por mais tempo, acabei com elas tbm, mas já é outra história. Nunca mais mexeram com meu amigo tbm. Os garotos tinham medo de apanhar igual ao Karon. Pouco tempo depois, ele se transferiu. Me lembrei dessa história pq recentemente, Karon me seguiu no Instagram e curtiu fotos, olhei a foto do perfil dele. Quase 15 anos se passaram e o nariz dele ainda é torto! Amo seus vídeos Lubisco, até minha mãe se parte de rir com vc! Amamos vc! Um beijo se vc quiser <31
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2020.07.23 10:48 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt4 HBR

HISTÓRIA DO BRASIL16
16 Sugiro estudar ao menos um pouco História do Brasil e História Mundial antes de começar a estudar Política Internacional, por motivos óbvios. Vale dizer que boa parte da bibliografia de História Mundial pode, também, ser válida para os estudos de política internacional (vide Guia de Estudos).
- Apostilas “Anglo Vestibulares” (para História do Brasil, ler as duas apostilas da matéria na íntegra, com menos ênfase no período colonial): peguei as apostilas do 3º ano do ensino médio do sistema de ensino Anglo (série Alfa) de meu irmão. São quatro apostilas finas (no total, devem ter umas 300 páginas de Brasil e 100 de Mundial, se contar apenas após o Iluminismo). Inicialmente, peguei as apostilas para uma revisão inicial da matéria, mas devo dizer que fiquei impressionado com a qualidade e com a quantidade de informações que eu não havia achado em nenhum outro lugar. Acho que ninguém gosta de ler livros de História que divagam e que, embora bons em algumas partes, também têm alguns capítulos chatos e nem sempre muito interessantes. Inicialmente, achei que as apostilas fossem ser bem gerais (como são, geralmente, os estudos de ensino médio), mas elas me surpreenderam pelo poder de concisão e, ao mesmo tempo, por possuírem muitas informações boas. O mais interessante é que, por se tratar de apostilas voltadas para a revisão de vestibulandos, elas não incluem coisas mais gerais e de que toda pessoa ensinada tem conhecimento; são concisas e informativas. Eu grifava quase tudo dos capítulos. Em História do Brasil, fiz o teste e li determinadas matérias (Colônia e I Reinado) nas apostilas e comparei com a leitura do Boris Fausto (descrição a seguir). Para minha surpresa, a apostila, nessas partes, tinha mais informações e era mais interessante para o que CACD pede que o Boris Fausto. Resultado: fiz o que, para muitos, seria considerado um crime e abandonei o Boris Fausto. Não sei se dei sorte, porque não se cobrou História pura na terceira fase, apenas história da política externa. Possivelmente, os conhecimentos que deveriam haver sido apenas introdutórios foram suficientes, justamente, porque foram introdutórios à matéria de História da política externa, que estudei por outras obras (indicadas a seguir). De todo modo, eu não poderia deixar de fazer a indicação. As apostilas est~o disponíveis para download no “REL UnB”.
- História do Brasil (Boris Fausto): Cuidado! Não é História Concisa do Brasil, é só História do Brasil. Lançaram essa concisa (até constava na bibliografia dos Guias de Estudo, quando ela ainda existia), mas, segundo informações de professores de cursinho, não é boa, há cortes mal feitos e muita coisa fica de fora. O História do Brasil é, dizem, melhor. Para ser bem sincero, li só até meados do Império, que foi o tempo de descobrir as apostilas do Anglo. Depois disso, não toquei mais no livro do Boris Fausto. De qualquer modo, é bastante importante e bem recomendado.
- História da Política Exterior do Brasil (Amado Cervo e Clodoaldo Bueno): leitura completa obrigatória, um dos mais importantes de toda a bibliografia. Leia atentamente, faça resumos, fichamentos, mapas mentais, o que puder ajudar a gravar o máximo de informação possível. Ajuda em Política Internacional também. Na prova da terceira fase de História do Brasil de 2011, as quatro questões foram sobre história da política externa brasileira.
- Manual do Candidato: História do Brasil (Flávio de Campos e Míriam Dolhnikoff): já ouvi falarem muito mal dele, mas achei interessante, principalmente por duas razões. Em primeiro lugar, os capítulos são divididos por temas de maneira bastante útil (economia; sociedade e cultura; política externa etc.), o que facilita na complementação de estudos em temáticas que você não encontrou muito bem trabalhadas em outras fontes. Em segundo lugar, relacionado ao primeiro, só no manual achei itens mais pontuais referentes aos tópicos “sociedade e cultura”, que eu n~o havia encontrado, de maneira mais simples e sistematizada, em outras obras. Recomendo o possível uso desse manual como complemento a seus estudos de História do Brasil, especialmente das partes que você n~o encontrar em outras bibliografias (como “sociedade e cultura”, em meu caso). Além disso, há boas sugestões de leituras (tanto de bibliografia básica quanto de bibliografia complementar) ao final de cada capítulo do manual. Apesar de ser um manual massacrado por alguns, eu não o dispensaria. Não aconselho, entretanto, que se faça uso desse manual como leitura introdutória. Acho válido ler outras bibliografias de caráter mais geral primeiramente.
- Navegantes, Bandeirantes, Diplomatas (Synesio Sampaio Goes Filho): eu havia lido na Universidade e tinha um resumo muito bom dele (encontrado na internet), então só estudei pelo resumo mesmo. De todo modo, é bem curto e excelente livro sobre a formação territorial do Brasil, assunto recorrente do CACD. Vale a pena a leitura atenta, tomando notas acerca dos principais tratados de limites (nomes, datas, negociadores e o que mudou para o Brasil com cada um). Cobre praticamente todo o primeiro tópico de História do Brasil (só n~o digo “todo” porque, embora eu não saiba o quê, alguma coisa deve ter ficado de fora, nada na vida é tão fácil assim) e é fundamental para o concurso (matéria frequente da primeira e da terceira fases). Um resumo que encontrei na internet est disponível para download no “REL UnB”.
- Formação da Diplomacia Econômica do Brasil (Paulo Roberto de Almeida): o livro é bem grande, com muitos detalhes, então o que interessa são aspectos mais gerais. Usei apenas algumas poucas páginas, para suprir alguns pontos de política econômica no século XIX (tratado de 1827 com a Inglaterra, leis tarifárias pós-Alves Branco e tratado Blaine-Mendonça), mas pude ver que há muita coisa interessante para o estudo de História do Brasil de uma maneira geral também (para isso, atenção aos quadros das páginas: 54-56; 547-550; 579-591; 605-611; 627-628 – podem ser bons resumos não só para temáticas econômicas). Sugiro dar uma folheada, se você tiver tempo.
- Formação do Brasil Contemporâneo (Caio Prado Jr.), História Econômica do Brasil (Caio Prado Jr.) e Formação Econômica do Brasil (Celso Furtado): também estão na leitura recomendada para Economia e já caíram como leitura obrigatória de Português na segunda fase. São livros importantes sobre história econômica brasileira, e, mesmo que não leia os livros (só os li na universidade; para o concurso, li apenas resumos), pode ser interessante saber o argumento principal do autor e algumas características mais gerais. Acho que um resumo bom pode ser a solução, uma vez que colônia não é a temática principal nem da prova de História do Brasil, nem da de Economia.
- Raízes do Brasil (Sérgio Buarque de Holanda): também recomendado para a segunda fase, embora o cerne da atenção seja outro. É um livro curto e tranquilo de ler, mas nada que um resumo bom não possa ajudar com os principais argumentos. Acho que a relevância, em História do Brasil, talvez esteja mais em fornecer eventuais ilustrações e argumentos de autoridade para a terceira fase que na história presente no livro (com a ressalva de que, nos últimos anos, a possibilidade de usar qualquer coisa de História na terceira fase que não envolva política externa ter sido progressivamente reduzida). O prefácio da 26ª edição, de autoria de Antonio Candido, já serve como bom fundamento nesse sentido (“O Significado de ‘Raízes do Brasil’”, disponível para download no “REL UnB”).
- Casa-Grande & Senzala (Gilberto Freyre): acho que não vale a pena a leitura, principalmente por questões de tempo e de possíveis benefícios em termos de aproveitamento no concurso. Um resumo bom das principais ideias do livro pode ser suficiente (mesmo assim, acho que não vale muito a pena para a terceira fase, pode ser mais útil na segunda).
- Os Donos do Poder (Raymundo Faoro): também n~o li. H resumo no “REL UnB”.
- Introdução ao Brasil: um Banquete nos Trópicos – 2 volumes (Lourenço Dantas Mota): essa obra será, também, útil para seus estudos de Literatura. Não li para a primeira fase, e não me fez falta. Para a terceira, talvez possa ser importante, mas não li. Para a prova discursiva de História do Brasil, destacaria os capítulos:
· Volume 1: “Formaç~o do Brasil Contempor}neo”, “Formaç~o Econômica do Brasil”, “Os Donos do Poder”, “Conciliaç~o e Reforma no Brasil” e “A Revoluç~o Burguesa no Brasil”.
· Volume 2: “D. Jo~o VI no Brasil”, “A América Latina: Males de Origem”.
- A Construção da Ordem/Teatro das Sombras (José Murilo de Carvalho): juntamente com Os Donos de Poder, são importantes obras para o concurso, mas, como não tive tempo de ler, peguei resumos e acredito que foram suficientes. Acho que o principal desses autores é pegar alguns argumentos centrais que podem ser usados como argumento de autoridade na prova da terceira fase. Os resumos est~o no “REL UnB”.
- A Formação das Almas (José Murilo de Carvalho): a recomendação que recebi é que um resumo poderia substituí-lo, e foi isso o que fiz. Resumo no “REL UnB”.
- Maldita Guerra (Francisco Doratioto): além de o Doratioto ser membro da banca corretora da terceira fase (e professor do Curso de Formação do IRBr), é um livro sobre temáticas muito importantes. Como não tinha tempo, estudei os tópicos referentes a esse livro em outras obras mais sucintas. Li apenas o capítulo 1 (“Tempestade no Prata”) para a terceira fase, como recomendação do professor do cursinho, mas nem é muito bom. Muito melhor que esse capítulo é o artigo “O Império do Brasil e a Argentina (1822-1889)”, do próprio Doratioto [Revista do Programa de Pós- Graduação em História da UnB, Vol. 16, No 2 (2008)]. Aproveitando a temática das relações Brasil- Argentina, sugiro o artigo “Relações Brasil-Argentina: uma anlise dos avanços e recuos”, de Alessandro Warley Candeas [Revista Brasileira de Relações Internacionais 48 (I): 178-213 (2005)]. Esses dois artigos est~o disponíveis no “REL UnB”.
Podcast sobre a Guerra do Paraguai: http://www.radioponto.ufsc.bindex.php?option=com_content&view=article&id=903:tempestade
-no-prata&catid=6:radiojornalismo&Itemid=31
Os livros a seguir são recomendações que recebi e recolhi na Internet, embora eu não tenha feito uso de nenhum deles em minha preparação.
- A História do Brasil no Século 20 (Oscar Pilagallo/Folha de São Paulo) - cinco pequenos livros. Já vi recomendações de que é boa (e curta) fonte de revisão, especialmente para a primeira fase.
- A Idade de Ouro do Brasil (Charles Boxer): sobre Brasil colônia. Não sei se vale muito a pena, o que se tem cobrado do assunto é bem superficial, e um livro geral e básico pode resolver o problema.

- A Identidade Nacional do Brasil e a Política Externa Brasileira (Celso Lafer)

- Autonomia na Dependência (Gerson Moura)
- Cronologia das Relações Internacionais do Brasil (Eugênio Vargas Garcia)
- Da Monarquia à República (Emília Viotti da Costa)
- Dicionário de História do Brasil (Moacyr Flores)
- Diplomacia Brasileira (Lampreia)
- História do Brasil: uma interpretação (Carlos Guilherme Mota)
- História Geral do Brasil (org. Maria Yedda Linhares): ler apenas o capítulo sobre o Império.
- Os Sucessores do Barão (Mello Barreto)

- Relações Internacionais do Brasil: de Vargas a Lula (Vizentini)

- República Brasileira (Lincoln de Abreu Penna): apenas até o fim da Era Vargas.
- Rio Branco: o Brasil no mundo (Rubens Ricupero): pequeno livro sobre o Barão do Rio Branco. Não li, mas acho que pode ser interessante (é bem curto também). Esqueça a biografia do Álvaro Lins, sem utilidade prática para o concurso. Não li nada sobre o Barão que não estivesse no livro de Amado Cervo/Clodoaldo Bueno.
- Sessenta Anos de Política Externa Brasileira (1930-1990) (orgs.: José A. G. Albuquerque, Sérgio
H. N. de Castro e Ricardo A. A. Seitenfus)
- Trajetória Política do Brasil (Francisco Iglesias): segundo recomendações, é um resumo bom de todo o assunto de História do Brasil e pode servir como revisão antes da primeira fase.
- Uma História do Brasil (Thomas Skidmore)
HISTÓRIA MUNDIAL
- Apostilas “Anglo Vestibulares” – já descritas acima. As apostilas estão disponíveis para download no “REL UnB”. Para História Mundial, ler a partir de “Iluminismo”.
- História das Relações Internacionais Contemporâneas (José Flávio Sombra Saraiva): li na Universidade e para o concurso. O engraçado é que, quando o li na Universidade, tendo aula com o próprio Saraiva, não gostei do livro e não cheguei sequer a ler os últimos capítulos. Quando fui ler para o concurso, achei bom. Apesar de não ser completo, acredito ser boa introdução para quem está meio enferrujado no assunto ou, ainda, boa revisão de tópicos gerais para quem já estudou alguma coisa. Recomendo.
- O Mundo Contemporâneo (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas é sensacional. Ótima introdução ao tema. Tanto para PI quanto para HM, é um dos melhores e mais importantes para o concurso. Leia a partir do capítulo 3. Sugiro que você, à medida que ler o livro, faça anotações de tópicos e de datas mais importantes (podem ser muito úteis para a revisão às vésperas da primeira fase). É mais voltado para o período após o início da guerra fria, mas há alguma coisa sobre o período anterior a esse também. De qualquer forma, isso significa que outras leituras em temas não contemplados aqui, como Revolução Francesa e Revolução Industrial, por exemplo, são fundamentais. Para cobrir essa parte da matéria, sugiro o volume 2 do História da Civilização Ocidental, do Burns (citado abaixo).
- História da Civilização Ocidental (Burns, volume 2): não li por falta de tempo, mas já ouvi comentários de que é melhor e mais didático que os livros do Hobsbawm (descritos abaixo). Como é um livro antigo, é necessário complementar com outras leituras. O Mundo Contemporâneo pode fazer isso muito bem. Se tiver tempo, é uma leitura bastante recomendada.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Demétrio Magnoli): é bem geral e não passa nem perto de falar sobre todos os temas. Incluí o Manual do Candidato: Política Internacional aqui na lista de livros de História Mundial pela simples razão de o livro ser quase todo igual (ou, para não dizer “igual”, ao menos muito semelhante) ao O Mundo Contemporâneo. Há partes que são simplesmente idênticas (apesar de o autor mudar os nomes dos capítulos). A dica, portanto, é comparar os conteúdos, para ver o que é novidade e o que não é. Preferi O Mundo Contemporâneo (ler apenas do capítulo 3 em diante). O manual possui alguns erros (especialmente, de datas), mas nada que não possa ser facilmente detectado por um leitor atento (e que saiba um pouco de História, obviamente) ou que comprometa o livro como um todo. Se não tiver acesso ao O Mundo Contemporâneo, o manual não é de todo ruim.
Obs.: não confundir! Há outro manual mais novo, de autoria de Cristina Pecequilo, que está descrito abaixo, na parte de Política Internacional.
- Manual do Candidato: História Mundial (Vizentini): sabe aqueles livros que dão vontade de chorar e de abrir o Word, para fazer todas as doze milhões e quatrocentas mil correções de Português necessárias? Então, aqui está um prato cheio. Tenho amigos que começaram a ler e não conseguiram terminar. Não sei como eu resisti até o final, mas devo dizer que está longe de ser uma leitura prazerosa ou primordial. Passe adiante!
- História da Paz e História da Guerra (org. Demétrio Magnoli): os livros são, de maneira geral, bons e rendem boas anotações, embora não sejam imprescindíveis. O História da Guerra está disponível para download no “REL UnB”.
- As “Eras” de Hobsbawm: não li nada do Hobsbawm. Para falar a verdade, só para não dizer que não li nada, li dois trechos curtos de capítulos, sobre Revolução Mexicana e sobre a Revolução Russa de 1905. Foi o suficiente para decidir não ler mais nada. Mil desculpas aos amantes da História e do Hobsbawm, mas cheguei à conclusão de que não tinha tempo para gastar com capítulos longos e, muitas vezes, com informações desnecessárias (ou até mesmo sem as informações que, para o concurso, realmente importam, haja vista a parte de Revolução Mexicana, que não fala nada com nada). Aí alguém diz “mas havia um item em 2011 que era praticamente cópia do Hobsbawm”, e respondo: 1) acho pouco provvel que alguém consiga decorar detalhes como os que foram pedidos; 2) a questão foi tão mal feita que, apesar de ser quase a cópia do livro, copiou errado, e o gabarito ficou errado (ou seja, se a prova fosse de consulta, é provável que eu errasse a questão – pode ser que eu seja muito burro para entender o Hobsbawm também, mas não consegui entender de onde a banca tirou o gabarito louco a questão). Se você fizer muita questão de ler o Hobsbawm, mas muita questão mesmo, sugiro que leia apenas a Era dos Extremos. Se, ainda assim, você quiser ler e fichar todos os quatro livros, saiba que estará perdendo tempo. Todas as “Eras” est~o disponíveis para download no “REL UnB”. Reproduzo, a seguir, uma indicação de leituras que achei na internet, para aqueles que querem ler o Hobsbawm de qualquer maneira. Não sei se a seleção de capítulos é boa, se é muita leitura (provavelmente, sim) etc. De qualquer forma, aí vão os capítulos recomendados no blog “Estudos Diplomticos”:
- Era das Revoluções: cap. 1 a 3, 6, 7, 16;
- Era do Capital: cap. 1, 5, 6, 9, 12 a 16;
- Era dos Impérios: cap. 3 a 6, 9 a 13;
- Era dos extremos: cap. 1 a 8, 11 a 13 e toda a parte III.
- O Longo Século XX (Giovani Arrighi): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 1 e 4 (obviamente, ponderando, de acordo com o edital, o que é realmente importante nesses capítulos). Não acredito que seja indispensável.
- Ascensão e Queda das Grandes Potências (Kennedy): Só li na universidade, não para o concurso. A recomendação é ler apenas os capítulos 4 a 8. Não acredito que seja indispensável.
- Diplomacia (Kissinger): Só li algumas partes na universidade, não para o concurso. Um professor de História Contemporânea da UnB, ex-professor de cursinho preparatório para o IRBr, recomendou a um amigo a leitura dos capítulos 9, 10, 16, 19, 24 a 30. Não acredito que seja indispensável.
- “Wikipédia”: como tudo na vida, é necessário usar com consciência, mas pode ajudar bastante, especialmente para coisas pontuais. Ainda que, como todo mundo não se cansa de repetir, haja muitos erros (nisso ela não inovou: quantos milhares de erros também achamos nos livros da bibliografia?), acho que, desde que não seja sua única ou principal fonte de conhecimento, pode ajudar bastante em História Mundial.
Outras sugestões que recebi (mas não li nem as obras, nem comentários a respeito delas): História da América Latina (Donghi), História do Capitalismo de 1500 a Nossos Dias (Michel Beaud), Introdução à História Contemporânea (G. Barraclough), The Penguin History of the Twentieth Century: The History of the World, 1901 to the Present (J. M. Roberts), O Século XX (org. Daniel Aarão, 3 vol).
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2020.07.23 10:46 diplohora Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt3

ESPANHOL
Para todos os idiomas, recebi boas recomendações do site http://uz-translations.net/.
Para dicionários de Espanhol-Espanhol, já recebi boas recomendações do Diccionario de la Lengua Española (Real Academía de La Lengua Española). O Diccionario Salamanca de la Lengua Española e o Señas: Diccionario para la Enseñanza de la Lengua Española para Brasileños também são recomendados. Na internet, consulte: http://buscon.rae.es/draeI/. Para Espanhol- Português, acho que qualquer um deve valer. Na internet, o Michaelis pode ajudar (http://michaelis.uol.com.b).
Um professor recomendou-me o livro Temas de Gramática del Español como Lengua Extranjera, de Dorotea Inés Lieberman (Ed. Eudeba), só não sei se está disponível para venda no Brasil. O último Guia de Estudos que trouxe indicação de Gramáticas recomendadas para o estudo de Espanhol foi o de 2007, que sugeria:
GONZÁLEZ HERMOSO, Alfredo. Conjugar es fácil en español de España y América. Madrid, Edelsa, 1997.
REAL ACADEMIA ESPAÑOLA. Esbozo de una nueva gramática de la lengua española. Madrid, Espasa- Calpe, 1996.
REAL ACADEMIA ESPAÑOLA. Ortografía de la lengua española. Edición revisada por las Academias de la Lengua. Madrid, Espasa-Calpe, 1996.
SECO, Manuel. Gramática esencial del español: introducción al estudio de la lengua. Madrid, Espasa- Calpe, 2001.
SILVA, Cecilia Fonseca da. Los falsos amigos en español y portugués: interferencias léxicas. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 2003.
& SILVA, Luz María Pires da. Español a través de textos: estudio contrastivo para brasileños. Rio de Janeiro, Ao Livro Técnico, 2001.
Confira, também, o site:
http://conjugador.reverso.net/conjugacion-espanol.html - para conjugação de verbos em Espanhol
Para a leitura de periódicos em Espanhol, são recomendados, por exemplo: El País (www.elpais.es), El Mundo (www.elmundo.es), La Nación (www.lanacion.com.ar) e Clarín (www.clarin.com).
FRANCÊS
Para todos os idiomas, recebi boas recomendações do site http://uz-translations.net/.
Para dicionários Francês-Francês, são recomendáveis: Le Petit Robert, Le Micro Robert e Le Petit Larousse. Na internet, consulte: . Para dicionários Francês-Português, acredito que sirvam os dicionários da Larousse, da Ática, da Michaelis e da Editora Globo. Na internet, o site da Michaelis também pode ser útil (htt)p://michaelis.uol.com.b).)
Todos os professores de Francês de que já ouvi recomendações sugerem a Grammaire Progressive du Français, disponível nos níveis Iniciante, Intermediário e Avançado. Todos os três estão disponíveis para download no “REL UnB”. A Nouvelle Grammaire Française, de Jenepin Delatour, é também recomendada.
Confira, também, os sites:
http://www.educaserve.com/index.php - 204 lições on-line gratuitas http://francoclic.mec.gov.b - disponibiliza o método “Reflets” on-line, além de vários
outros recursos relacionados à língua francesa.
http://www.leconjugueur.com/ - para conjugação de verbos em Francês
http://lepointdufle.net/ - diversos links de cursos gratuitos, de dicionários de diversos tipos e de gramáticas. Há, também, diversas referências de cultura francesa (arte, teatro, música, cinema, literatura etc.).
http://www.francaisfacile.com/ http://www.revistafrancesa.com http://linguafrancesa.wordpress.com/ http://cursodefrancesonline.blogspot.com/ http://cursofrancesgratis.blogspot.com/
Para a leitura de periódicos em Francês, são recomendados, por exemplo: Le Monde www.lemonde.fr, Libération www.liberation.fr, Le Figaro http://www.lefigaro.fr, L´Express www.lexpress.fr, Le Nouvel Observateur www.nouvelobs.com e Le Monde diplomatique www.monde-diplomatique.fr.
GEOGRAFIA
Alguns dizem que, para ir bem em Geografia, na primeira fase, basta saber três coisas: “a África est urbanizando, a indústria est desconcentrando e o Nordeste est ‘bombando’”. Obviamente, n~o é tão simples assim, mas, de todo modo, são três tópicos bastante recorrentes (além de Geografia física, ocasionalmente). Como Geografia é a matéria de menor peso na primeira fase, muitos não dão muito valor. Sugiro, entretanto, uma leitura, ainda que rápida, de alguns pontos principais (urbanização, desconcentração industrial, Geografia física). Como você verá a seguir, sugiro três livros (com a possível exclusão de um deles) como basilares para a prova de Geografia da primeira fase. É um pouco difícil dizer se determinada leitura é suficiente ou não, especialmente para uma prova como o CACD. De qualquer forma, acredito que, com essas obras, o candidato tem boas chances de ir bem na primeira fase. Para a terceira fase, não sei o que recomendar. A prova de 2011 foi meio louca, tive de juntar conhecimentos aleatórios com um toque de enrolação. Se fosse fazer o concurso novamente, não sei se perderia muito tempo estudando outra obra de Geografia, como alguma do Milton Santos, na esperança de acertar qual será a loucura da banca no próximo ano.
- Manual do Candidato: Geografia (Bertha Becker): o mais útil da obra é que ela segue a mesma divisão de conteúdos prevista no Guia de Estudos de Geografia. Isso ajuda tanto a controlar quais aspectos você já estudou e quais ainda faltam quanto a buscar esse Manual, diante da falta de determinados conteúdos em outras bibliografias, para complementar seus estudos. Uma raridade entre os manuais (possivelmente, pelo fato de o nível de cobrança de Geografia não ser tão elevado quanto o de outras disciplinas), o manual é, em geral, bastante completo. Não diria que ele é suficiente, mas é quase (a parte de “Macrodivis~o natural do espaço brasileiro”, especialmente, é muito fraca e incompleta). Eu arriscaria dizer que o Manual do Candidato: Geografia da Bertha Becker e os outros dois livros a seguir (com a possível exclusão do Oliva e Giansanti, não tão indispensável assim, embora importante em alguns aspectos) formam a trilogia sagrada para a primeira fase. Para a terceira, de uma maneira geral, uma coisa ou outra escapa ao conteúdo dessas obras, mas nada que você n~o possa completar com um “miltonsantês” aqui e uma “enrolaç~o” ali. O problema mais importante é que ficar apenas com o “mais geral” n~o é mais suficiente, e passa a ser fundamental, nos estudos para a terceira fase, consolidar e aprofundar conhecimentos. Aí, ler apenas essas obras não será, de maneira nenhuma, suficiente. Sugiro procurar artigos variados na Internet, dados disponíveis nos sites dos Ministérios (principalmente MMA e MAPA), do IBGE etc. Ler as melhores respostas dos Guias de Estudos dos últimos CACDs também pode ser (assim como para todas as demais matérias da terceira fase) importante fonte de tópicos a serem pesquisados (cuidado, apenas, para não tomar aquelas respostas como perfeitas; mesmo respostas com nota máxima possuem, às vezes, alguns erros; use-as como um panorama geral e como uma seleção de determinados tópicos e dados relevantes, aprofundando seus conhecimentos com leituras adicionais).
Obs.: cuidado, pois há outra edição mais antiga do manual, da Regina Célia Araújo (não cheguei a ter contato com esse mais antigo, mas já ouvi bons e maus comentários a respeito).
- Projeto de Ensino de Geografia - Geografia do Brasil (Demétrio Magnoli): é de Ensino Médio, mas cobre boa parte do que você precisa saber de Geografia do Brasil para o concurso. Bastante importante. Acho que não está mais sendo editado, mas pode ser encontrado em sebos. O Geografia para Ensino Médio, também do Magnoli, pode substituí-lo.
- Temas da Geografia do Brasil (Oliva e Giansanti): complementa o anterior. Recomendo leitura seletiva dessa obra (com maior atenção para a seção 5 – Os Sistemas Naturais e o Espaço Geográfico do Brasil; as outras seções também têm uma coisa ou outra mais importante, talvez valha a pena uma leitura rápida, fazendo anotações pontuais). Apenas cuidado (e isso vale tanto para o Oliva e Giansanti quanto para o Magnoli) com a atualidade dos dados fornecidos. Observem a data de publicação das obras (Oliva e Giansanti, por exemplo, é de 1999) e não levem em consideração dados que podem ter mudado de lá para cá. Quando as obras falarem, por exemplo, que “o maior produtor de soja do Brasil é o estado de xxx”, confira em outras fontes (preferencialmente, no Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento ou no Ministério do Meio Ambiente, por exemplo), para saber se os dados continuam válidos.
- Projeto de Ensino de Geografia - Geografia Geral (Magnoli): além de ajudar um pouco em Geografia (principalmente para a terceira fase, eu diria, haja vista as questões recentes sobre minérios na África ou sobre migrações internacionais, por exemplo), pode ter alguma coisa boa para Política Internacional também, mas não é imprescindível.
- O Brasil: Território e Sociedade no Início do Século XXI (Milton Santos e Maria Laura Silveira): mais importante para a terceira fase que para a primeira. De todo modo, não estudei por ele tanto por preguiça quanto por falta de tempo, e acho que não perdi muita coisa. Acho que, além de chato, é pouco objetivo.
“Miltonsantês”: ainda que n~o tenha caído recentemente nas provas da primeira fase, a Geografia de Milton Santos é fundamental para a terceira fase. Conhecer os conceitos usados pelo autor é importante não apenas porque podem ser objeto de questões na terceira fase (como o foi em 2010, em que uma questão pedia para descrever a divisão do Brasil proposta por Milton Santos e por Maria Laura Silveira), mas também porque o uso de conceitos do “miltonsantês” em todas as questões de Geografia da terceira fase enriquece sua resposta e agrada à banca examinadora (desde que usado com prudência). Possibilidades são procurar na internet artigos que tratem do assunto, além, é claro, da leitura (não muito prazerosa, eu diria) de livros do autor. Na obra Território Brasileiro: usos e abusos (Maria Adelia Aparecida Souza) e no supracitado Temas da Geografia do Brasil (Oliva e Giansanti), segundo recomendações que recebi, há bons resumos dos conceitos do autor. Para a primeira fase, não é necessário preocupar-se muito com isso (o que caiu de Milton Santos na primeira fase de 2011, por exemplo, seria facilmente depreendido da interpretação do texto apresentado na questão). Caso pretenda fazer cursinho preparatório, é bem provável que o professor dê isso em sala. No “REL UnB”, h diversos resumos de vrios livros do autor.
- A Condição Pós-Moderna (David Harvey) – ler apenas capítulo 9 (“Do Fordismo { Acumulaç~o Flexível”).
As seguintes obras foram indicadas por diferentes fontes, mas não cheguei a lê-las. De qualquer forma, ficam as sugestões.
- A Nova Dinâmica da Agricultura Brasileira (José Graziano): ler o primeiro capítulo.
- A Ordem Ambiental Internacional (Wagner Costa Ribeiro): li só o resumo, que está disponível no “REL UnB”.

- Atlas da Mundialização

- Atlas de La Mondialisation (Sciences Po)
- Atlas do Brasil (Hervé Théry) – já me foi muito bem recomendado, com as ressalvas de que a parte de crescimento não é tão boa e de que há muitos dados desatualizados.

- Atlas Nacional do Brasil (IBGE)

- Brasil: uma Nova Potência Regional na Economia-mundo (Bertha Becker e Cláudio Egler)
- Continente em Chamas: Globalização e Território na América Latina (Maria Laura Silveira) – destaque para o capítulo 3.
- Contribuição para a Gestão da Zona Costeira do Brasil (Antonio Carlos Robert Moraes)
- Geografia Humana, Sociedade, Espaço e Ciência Social (Derek Gregory, Ron Martin e Graham Smith) - cap. 1, 2, 4 e 8.
- Geografia: Conceitos e Temas (capítulo de B. Becker: "Geopolítica na Virada do Milênio")
- Geografia: Pequena História Crítica (A.C. Robert Moraes): não li, mas me recomendaram como boa alternativa para o estudo de história do pensamento geográfico.

- L’Atlas du Monde Diplomatique

- Metamorfoses do Espaço Habitado (Milton Santos): segundo recomendações, pode ser boa introduç~o ao “miltonsantês”.
- Novas Geopolíticas (José William Vezentini): sobre a história do pensamento geopolítico.
- O Corpo da Pátria (Demétrio Magnoli): não passei nem perto, mas joguei o título do livro em uma questão louca da terceira fase, como se eu soubesse alguma coisa que o Magnoli fala nele. Até que deu mais ou menos certo.
- Por uma outra Globalização (Milton Santos): não li. Meu professor no cursinho repetiu tantas vezes os conceitos do “miltonsantês” que eu senti que, para entender um pouco o pensamento do autor, não tinha de ler as obras. Se você tiver acesso a bons resumos e/ou a relações de conceitos do “miltonsantês”, acredito que a obra pode ser dispensvel. H resumo no “REL UnB”.
Várias fontes na Internet pode, também, ser úteis, como as páginas do governo federal (Portal Brasil: PAC - http://www.brasil.gov.bpac; Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - http://www.agricultura.gov.b; Ministério do Meio Ambiente - http://www.mma.gov.bsitio/; Ministério da Integração Nacional - http://www.integracao.gov.b etc.).
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2020.07.22 04:57 lunnaveeh Eu fui babaca?

Para começar esse nome é fake eu n seria tão burra de colocar meu nome verdadeiro, bem tudo começou quando eu estava no primeiro ano do ensino médio e eu gostava de um garoto na minha escola ( ele era meu melhor amigo) vamos chamar ele de Carlos ( nome fake também) eu e o Carlos nós aproximamos quando eu estava passando por um momento difícil e ele me abraçou (detalhe eu n falei para ninguém que estava mau sempre estava sorrindo para n preocupar ninguém) então eu comecei a gostar dele, passou um tempo e ele se declarou pra mim eu fiquei muito feliz e nós começamos a namorar e isso eu já estava no final do segundo ano e iria para outra escola no terceiro, nosso namoro até que foi duradouro, quando eu fui pro terceiro estava triste pq n iria vê-lo com tanta frequência mas ele me fez uma surpresa e se mudou pra mesma escola que eu achei fofo por ele fazer isso, o nosso namoro durou até o final do ano (já vou explicar pq) como já estávamos a um ano juntos eu finalmente resolvi dar um passo maior com ele ( pior coisa que fiz na vida) e eu ainda era virgem (sim eu estava me guardando mas isso n vem ao caso) tá no começo estava tudo bem ele me tratou super bem mas no final do ano eu ia para a praia com a minha família para o ano novo e eu avisei ele que n ia dar pra passar o final do ano com ele, tudo bem eu fui para a praia no dia 27 de dezembro (passei o natal com os meus tios e primos) quando cheguei na praia no dia 27 fui avisar ele que tinha chegado e taus mas ele n me respondeu no outro dia eu vi no status dele uma música ( ele sempre gostou de postar essas coisas) mas dessa vez foi uma música de indireta pq ele queria terminar comigo eu me senti usada por ele e muito manipulada (agora vem a parte que eu posso ter sido babaca) eu fiquei com tanta raiva dele que resolvi chamar a ex dele no Facebook e contar tudo que ele fazia antes de começar a namorar comigo que ele traia ela com outra (eu deveria ter pensado que ele n mudaria) mas acabou que no fim ele nunca tinha ficado com ela e só tava tentando me fazer ciúme.
Então eu fui babaca de ter procurado a "ex" dele e falando tudo?
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2020.07.17 05:03 PitchBlackMist [Muito longo] Oportunidades perdidas

Sinto que esse texto possa a vir a expressar uma certa arrogância e narcisismo, mas ainda assim quero escrever o que sinto.
Atualmente sou um jovem de 16 anos, nasci no interior de uma cidade pequena no sul do nosso Brasilzão. Meu irmão mais velho cuidou de mim quando pequeno (gostaria que fôssemos mais próximos hoje, mas esse não é o tema do desabafo), ele ensinou-me a ler e escrever quando eu tinha uns 4 anos. Cursei a pré-escola numa escolinha pacata com uma dúzia de alunos, inclusive ela fechou no mesmo ano que eu saí. Porém não reclamo disso, acho que foi bom pra mim, aprendi bons valores lá.
Em 2010 eu precisei trocar de escola, entrei numa escola de campo (a única próxima de minha casa, mesmo estando há 20km de mim). É uma escola pública, pequena, cerca de 150 alunos do pré até o ensino médio. Não tenho muito a reclamar do primeiro ao terceiro ano lá, eu tive acesso à internet desde cedo e gostava de procurar sobre dinossauros e o universo e falava disso com meus amigos, tanto é que eu ganhei o apelido de alienígena por isso (não era na maldade, até hoje alguns amigos me chamam assim). No segundo ano, inclusive, fiquei internado e perdi um mês e meio de aulas espalhadas ao longo do ano, mas eu tirava boas notas então fui aprovado assim mesmo, lembro de ficar irritadíssimo quando deixei de ganhar uma medalha numa olimpiadazinha da época.
Quando eu ingressei no quarto ano deparei-me com um repetente que, talvez como uma forma de lidar com a depressão que sofria após a morte do irmão, via-me como um alvo fácil para bullying. Eu era gordinho, chorava fácil, não sabia brigar, era mimado, era nerdão, o alvo perfeito, não? Até o sexto ano eu fui quase que constantemente bullynado por ele e mais um menino que não tinha nem mesmo vantagem física sobre mim, mas eu já tinha desenvolvido um complexo de inferioridade e acabava por me deixar ser abusado. Eu faltava muito às aulas, fingia estar doente, deixava de fazer o dever de casa, tive um péssimo desempenho durante esses anos, inclusive tentei suicídio aos 10 anos (foi uma tentativa boba de me enforcar com os lençóis que obviamente não funcionou, mas eu genuinamente desejava a morte). Como fuga da realidade eu recorria às redes, usava o computador de casa o máximo que podia para jogar Minecraft, Kogama, GTA:SA... O YouTube também servia-me como um grande passa-tempo, os 4 aventureiros foram a alegria da minha infância. Porém, meu irmão, no ápice de sua adolescência, dependia das redes sociais como forma de socialização já que moramos no interior, longe de qualquer pessoa da nossa idade além de alguns esparsos vizinhos que tínhamos, isso ocasionava muitas e muitas brigas porque eu era quase que dependente da internet pra fugir da realidade, e ele também dependia dela pra ter alguma vida social. Ele também passou por uma depressão profunda que ocasionava um comportamento agressivo, passamos mais de um ano inteiro sem dizermos uma palavra para o outro. Hoje ainda não somos mais tão próximos quanto quando éramos quando crianças, embora tenhamos superado essas diversas brigas.
Mas o tempo passou, no sétimo ano um dos bullies se mudou e o outro havia superado a morte do irmão, então eu não era mais abusado. Infelizmente, os últimos três anos de abuso na escola e em casa haviam mexido comigo; eu já não sentia mais prazer em estudar e, com meu irmão tendo um computador para ele mesmo, eu tinha acesso livre às redes e passava o dia todo jogando e vendo vídeos no Youtube, a única amizade que eu tinha era um cara que estudava comigo e que jogava comigo. Eu não reconhecia de verdade nossa amizade, eu via a realidade sob uma lente distorcida graças aos anos anteriores e não confiava em ninguém. Eu permaneci assim até o nono ano, em 2018; nunca fiz amizades reais fora da escola, nunca dormi na casa de outro amigo, só tive uma única amiga mulher, nunca pude experienciar a auto-descoberta e o início da sexualização do meu corpo junto à uma menina que estivesse passando pelo mesmo. Eu era manipulado facilmente nas redes, eu era radicalizado pela política aos 13 anos e desfiz a única amizade que tinha com uma mulher na vida real porque ela não apoiava o Bolsonaro. Eu também nunca dei meia foda aos estudos, nunca me importei em estudar; acredito que eu não aprendi quase nada no Fundamental II, eu não prestava atenção nas aulas, ficava conversando (com meu único amigo) e no celular a aula inteira, só estudava uma noite antes da prova ou no ônibus indo para a escola. Acredito que Deus tenha me abençoado com certa inteligência, pois mesmo fazendo tudo isso eu nunca peguei recuperação e quase nunca fiquei abaixo da média em uma prova. Claro, eu estudava em escola pública E de campo, não precisava ser nenhum gênio para isso, o conteúdo é de nível inferior quando comparado ao de uma escola decente ou, até mesmo, quando comparado com a escola pública média.
Eu não diria que tinha depressão, eu era ignorante do que deixava de experienciar, então nunca me importei... até entrar no ensino médio. Eu tinha um amigo virtual, que eu conhecia no Discord, ele aconselhava-me sobre a vida, ele me norteou e me ajudou a superar a ansiedade social que eu tinha na época. Ele é a razão de eu não ter continuado sendo o zumbi triste que eu fui durante o Fundamental II inteiro, ele me introduziu também à maravilha que é a MPB, coisa que eu jamais teria descoberto sem ele. Porém, eu tornei-me paranoico com doxx e deletei tudo que tinha online e, numa fase mais doentia minha, doxxei-o com base no pouco que lembrava dele e mandava mensagens pra ele com o seu nome real achando que era uma boa ideia. Sinto falta dele, mas já aceitei que não irei revê-lo, embora gostaria que ele me revesse agora, que estou num período mais saudável da minha vida e depois de superar todo o drama pelo qual ele me aguentou entre 2018 e 2019. No final do ano passado eu decidi mudar pra valer, e funcionou, eu sinto que sou uma pessoa muito melhor e que já superei a maioria de qualquer conflito passado pelo qual eu já passei e comecei a estudar por conta própria.
Este é, inclusive, o motivo pelo qual eu resolvi começar esse desabafo, mas ele acabou se transformando num resumo da minha vida, mas tudo bem. Minha escola é pública e ruim até para padrões de escola pública, mesmo assim, nunca tive dificuldades para passar de ano sem estudar. Estou estudando só agora o que deveria estar estudando ano passado ou até antes; eu não aprendi o Teorema de Pitágoras na escola antes desse ano, EU ESTOU NO SEGUNDO ANO DO ENSINO MÉDIO. Minhas professoras precisam pulam diversos assuntos por falta de interesse dos alunos e da administração da escola, alguns alunos, muitas vezes, saem das aulas pra cortar grama pra escola. Minha professora de biologia e química sempre me incentivou com os estudos e me auxiliou quando eu tenho dúvidas, mas minha professora de matemática não, ela eu não consigo perdoar baseado somente nisso que eu citei acima. Ela nunca respondeu uma dúvida que eu tive fora da escola, passa conteúdo atrasadíssimo para os alunos, é uma péssima professora em geral, se é que posso chamá-la assim. Ano passado, inclusive, ficamos o ANO LETIVO INTEIRO estudando funções de primeiro e segundo grau; eu lembro que mesmo ela tentando explicar o assunto (e pulando muita coisa importante como demonstrações de fórmulas) eu só observava-a sem entender porra nenhuma, mesmo assim conseguia um desempenho excelente nas provas de algum jeito. Além disso, moro no campo e eu sou o herdeiro da propriedade e tenho o papel social de seguir como fazendeiro na propriedade da minha família, diferente da carreira que desejo seguir. Meus pais inclusive não gostam muito da ideia de que eu saia de casa para estudar, meu pai até me apoia, relutante, porque passou pelo mesmo quando criança, mas cedeu à vontade do pai e deixou de seguir seus sonhos, enquanto minha mãe é abertamente contra e até zomba de mim, usando meu irmão que saiu de casa e não está exatamente sendo bem-sucedido como exemplo.
E isso me leva a diversos e se? Eu olho pro passado e pro presente e chego a conclusão de que eu tenho mais facilidade com os estudos do que a pessoa média. Eu comecei a estudar sozinho e estou progredindo num ritmo muito mais rápido do que eu esperava progredir. Sem querer parecer um babaca, eu não acho que sou um Albert Einstein da vida, mas acredito que eu sou no mínimo notavelmente inteligente. E se eu nunca tivesse sofrido bullying quando criança e me afastado dos estudos por 7 anos? E se eu nunca tivesse tido as diversas brigas com meu irmão e pudesse possivelmente começar a estudar o que eu gostava ainda quando pequeno? E se eu tivesse pais que apoiassem meus estudos sempre? E se eu estudasse numa escola que realmente me preparasse para a vida e em ensinasse de verdade? E se eu tivesse tido todas as oportunidades que tanta gente por aí que detesta os estudos têm?
Caramba, cara. Eu acredito que eu poderia ter sido muito mais, eu poderia ter ido tão longe, quem sabe onde eu poderia chegar se eu não tivesse tido uma infância merda e educação pior ainda? Eu estou estudando todo santo dia religiosamente para tentar compensar o que eu perdi graças à incrível combinação de desgraça que possivelmente arruinou minha vida acadêmica irreparavelmente.
Enfim, esse foi meu desabafo de 9500 caracteres que passei uma hora e meia escrevendo, eu sinceramente duvido que alguém vá ler isso tudo, mas eu precisava escrever isso, obrigado.
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2020.07.11 00:34 Leofernandes0 7 perguntas para escolha da faculdade (PS: passo a passo)

Oi,
Vou colocar algumas perguntas aqui e algumas orientações (sugestões) antes de respondê-las.
O objetivo é você conseguir aumentar a sua clareza do caminho profissional.

É legal fazer 5 respirações lentas e profundas antes de responder.
Para perceber a realidade, os fatos tal como eles são, é preciso estar com a mente serena e essas 5 respirações tem esse objetivo.
Mente agitada tende a dificultar para clareza.
Se você tiver alguma religião, alguma fé, é legal também lembrar de um ser iluminado.
Se você é cristão, lembrar de Jesus; budista, lembrar de Buda; ateu, lembrar de alguma pessoa de extrema sabedoria.
Segundo o cientista David Hawkins, só de lembrar de seres iluminados é capaz da auxiliar no aumento de bem-estar.

PERGUNTA 1

Imagine que você tenha encontrado a lâmpada do gênio, e você tem direito a 3 desejos.
Porém existe algumas condições:
- o pedido precisa ser para você, não vale pedir para outra pessoa ( Ex: Não pode -> eu quero que fulano pare de fumar)
- 1 deles precisa ser sobre a área profissional;
- eles precisam ser positivos (ex: não quero engordar à quero emagrecer ou manter o meu peso)
Pedido 1 (profissão): __________________________________________________________________
Pedido 2: __________________________________________________________________
Pedido 3: __________________________________________________________________

PERGUNTA 2

Diante de cada pedido, o que você pode fazer para que se torne mais real.
Exemplo:
Pedido: Quero ser feliz no meu trabalho.
Minha ação: Preciso conhecer melhor quem são as pessoas felizes no trabalho.
Minha ação: __________________________________________________________________

PERGUNTA 3

Certamente, você já passou por algumas situações na sua vida que você não gostaria de passar mais. É preciso que você lembre dessa situação, o ano, o momento. Isso pode ser uma luz para te auxiliar no seu caminho.
Exemplo: Detestei estuda química no ensino médio. Então, vou procurar alguma área que tem pouca ou nenhuma química.
Minha ação: __________________________________________________________________

PERGUNTA 4

Das pessoas que você conhece, quem é aquela que você imagina (é percepção pessoal mesmo) que é mais feliz e contente na sua profissão? É sua mãe, um tio, um amigo, alguém que você viu na televisão, na internet?
Quem é essa pessoa? __________________________________________________________________

PERGUNTA 5

O que você imagina que essa pessoa faz para estar feliz na sua profissão?
__________________________________________________________________

PERGUNTA 6

Quais são 5 profissões que não gostaria de trabalhar e porque:
Exemplo: Açougueiro. Porque sou vegetariano.
Profissão 1: __________________________________________________________________
Profissão 2: __________________________________________________________________
Profissão 3: __________________________________________________________________
Profissão 4: __________________________________________________________________
Profissão 5: __________________________________________________________________

PERGUNTA 7

Após responder essas perguntas, neste momento, neste exato momento, quais são 3 profissões que vem na sua mente?
Eu tenho afinidade com a profissão 1: ___________________________________________________________
Eu tenho afinidade com a profissão 2: ___________________________________________________________
Eu tenho afinidade com a profissão 3: ___________________________________________________________
Acredito que com essas respostas, você estará mais próximo escolher uma profissão com mais clareza.

Se ficou com alguma dúvida, pode colocar nos comentários ou me chamar do DM.
Sei que as perguntas podem não ser suficientes, e que pode necessária um ajuda mais profunda.

Sucesso!
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2020.07.04 08:50 fuq_daniel Não consigo esquecer uma pessoa e seguir em frente com a minha vida

Eu tinha postado isso a um tempo no advice mas fui completamente ignorado, descobri esse em pt-br e espero que aqui seja diferente, desculpem a preguiça mas eu só fiz copiar e colar mesmo texto e joguei no tradutor, então se tiver algum erro espero que consigam entender o contexto, caso tenham alguma dificuldade o texto em inglês e "mais legível" está aqui, obrigado pelo tempo de vocês!

Em 2015 eu entrei no ensino médio, logo no início do ano eu vi uma garota de uma sala de aula que estava antes da minha aula, era como se eu me apaixonasse instantaneamente, nunca tinha sentido isso antes, mas sou muito tímida e insegura comigo mesmo e o tempo passou e passou e foi só depois de quase um semestre inteiro que tive coragem de entrar no quarto dela e ligar para meu colega para dizer que o professor estava chegando, felizmente o grupo de pessoas com quem ele estava falando era o mesmo grupo de amigos que essa garota e, em seguida, ele me apresentou ao grupo, e assim minha amizade com eles cresceu, a um nível em que passei mais tempo no quarto deles do que no meu, e um dia tive coragem de conversar com a garota Eu estava secretamente apaixonado, ela estava sentada na última cadeira com a cabeça sobre a mesa, então perguntei se ela estava bem e ela disse que não e que queria ficar sozinha. Entendi a mensagem e a deixei. com o passar do tempo, tentei conversar com ela e quando estava chegando perto do final do ano já éramos melhores amigas, como eu disse, passei mais tempo na sala de aula dela do que na minha, consequentemente não participei de aulas na escola e repeti o ano enquanto ela passava.

Em 2016 eu estava fazendo meu primeiro ano do ensino médio novamente e ela estava no segundo ano, ela começou a namorar e eu ainda não tinha falado sobre meus sentimentos, mas todo mundo sabia que, no fundo, eu gostava dela, eu era o cara que as pessoas apontaram e disseram que fizemos um ótimo casal, o cara que as pessoas apontaram e disseram "esse cara gosta dela", mas a única coisa que eu sabia fazer era negar esse sentimento, com medo de que, se eu me abrisse para ela, nós acabávamos nos afastando um do outro, e eu gostava tanto dela, que ainda me lembro de um pensamento que tinha naquela época: "Eu gosto muito dela, por poder estar perto dela, de poder vê-la todos os dias na escola, já me sinto a pessoa mais feliz do mundo ", um pouco depois aconteceu algo muito importante, eu estava tocando no celular dela e abri as conversas com o namorado no WhatsApp, eu tinha um amigo no do lado e ela começou a gravar um áudio dizendo que a garota que você gostava era muito gostosa e eu comecei a dizer simi Além disso, esse áudio deve ser cancelado, mas em vez de arrastar o dedo para o lado e parar de gravar, minha amiga tirou o dedo da tela e enviou o áudio. Naquela época, a função de excluir mensagens era apenas um sonho, e o namorado dela ouviu o áudio. Outro dia na escola, a garota que eu gostei estava muito chateada comigo e disse que tinha terminado de namorar, ela disse que acreditava que eles ainda estavam namorando, mas o tempo passou e passou e eles não namoraram novamente, e mesmo assim eu ainda não disse que eu gostava dela. O fim do ano estava chegando e, novamente, passei mais tempo na sala de aula dela do que na minha própria sala de aula, e não passei no ano novamente, e na escola que estava estudando na época, se você não passasse o ano duas vezes você será transferido para o turno da noite.

Em 2017, cursando o primeiro ano do ensino médio no terceiro ano e ela no último ano, mas no turno da manhã, participei de um quarto das aulas e depois pedi para me transferir para outra escola onde estudaria pela manhã e o horário para a minha aula ela terminava antes da aula da minha amiga, então quase todos os dias eu a visitava ao sair da escola, mas por alguns meses eu parei de visitá-la e, quando meu aniversário, na terceira semana de setembro, eu a visitei e felizmente consegui vê-la, ainda me lembro do abraço que ela me deu hoje, foi o melhor abraço da minha vida, fiquei tão emocionado com esse abraço que comecei a chorar e, a partir desse momento, as coisas começaram a mudar, ela me convidou para sair em 27 de novembro de 2017 e, naquele dia, tivemos nosso primeiro beijo, e logo depois ela disse: "Acho que se não tivesse feito, você não teria coragem de fazê-lo", e foda-se, ela estava certa, eu passaria o resto da minha vida escondendo esse sentimento.

Em fevereiro de 2018, começamos a namorar e agora eu tinha certeza de que era a pessoa mais feliz do mundo, finalmente estava namorando a pessoa com quem sempre queria estar, e assim o ano continuou, quando no final do ano a irmã que ela descobre que está grávida e, um pouco mais tarde, acaba perdendo o bebê, e então as coisas começaram a ficar complicadas, toda a atenção estava focada nela, um pouco mais tarde, no início de 2019, seu tio faleceu e, em seguida, os pensamentos e seus comportamentos depressivos começou a se intensificar e acabei na mesma situação, paramos de conversar com a mesma frequência e, no início de agosto, alguns dias antes de completarmos um ano e meio de namoro, encerramos o relacionamento e a partir daí tempo aqui eu tenho tentado esquecê-la, eu tive alguns relacionamentos rápidos durante esse período, mas nada que realmente me pegou, em janeiro deste ano eu conheci uma garota muito legal e em fevereiro começamos a namorar, fizemos bem, mas devido para COVID-19 e a quarentena, paramos de ver cada ot ela e eu entramos em uma depressão leve novamente, voltei a ter ataques de ansiedade e pensei que ela não merecia isso e na semana passada terminamos.

Embora todo esse tempo tenha passado e esteja prestes a completar um ano desde que terminamos, eu nunca consegui tirar essa garota da cabeça completamente, e sempre me pergunto se devo chamá-la para falar, sinto muita falta dela, não me sinto mal por perder uma namorada, me sinto mal por perder minha melhor amiga, preciso de conselhos para seguir em frente, o que devo fazer? Ligar para ela para conversar ou tentar seguir em frente com a minha vida? E se sim, como devo fazer isso? Estou quase desistindo de tudo
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2020.07.01 04:56 WertherJovem Arrogância e um pedido de ajuda

TW: auto-flagelação e tristeza kk
olá pessoa amável das interwebs, conta nova pra fazer um post aqui.
Bem eu sou um jovem de classe média relativamente normal conforme os padrões da forma, 17 anos, branco, estatura mediana e sempre estudei em escola particular, porém tenho alguns traumas (tentativa de abuso quando eu era mais novim mais algumas paradas envolvendo suicídio).
Minha autoestima sempre foi uma merda até recentemente (ponto de destaque), durante a maior parte do meu fundamental e ensino médio eu me achava uma pessoa intimamente ruim, embora eu tomasse consciência disso e nunca tenha deixado a minha essência tomar fisicalidade ou verbo, durante o segundo ano me entreguei ao niilismo, cheguei a me cortar por conta da total apatia e vazio que me consumia, esse período durou uns 6 meses com alguns relapsos de aftermath, nunca levei como uma forma de me fazer sofrer, mas sim sentir algo que não fosse o oco.
As pessoas ao meu redor sempre me julgaram como alguém promissor, relativamente bonito, sensato e no geral uma boa pessoa; mal sabiam que tal juízo só é possível pelas restrições que eu mesmo me coloquei. Conforme minhas amizades foram se aproximando mais da beirada do meu círculo social e eu fui sendo absorvido pelos outros, assim tendo contato com pessoas que eu nunca conheceria de outras formas, sempre fui recebido com positividade e boas impressões, fato que acabou por me fazer acreditar que talvez meus amigos estivessem dizendo a verdade e não: nunca teria sido por pena, eu sou belo, eu sou inteligente, eu sou bom.
A última afirmação conjurada ao aumento dos meus horizontes sociais me fez realizar que eu sou tão merecedor de felicidade quanto qualquer um, afinal meus pensamentos por mais cruéis que sejam de certo não são o volume do meu ser. O niilismo foi trocado por outras correntes, atualmente me vejo um absurdista (Camus S2) e isso me trazia relativa paz de espírito, porém nenhum homem entra no mesmo rio duas vezes. Os elogios e a minha mudança de auto percepção me fizeram realizar um 180 total, minha visão de me ver como o cúmulo do entulho foi trocada por um egocentrismo inegável.
Eu traçava essa linha de pensamento como saudável, me achar incrível deve ser bom não é mesmo? E como era… até eu deixar subir a cabeça. Comecei a me achar superior quando comparado as pessoas da minha faixa etária, eu sou bom em tudo que eu tento fazer e se eu não sou? Bem é só pq eu ainda não tentei de verdade. Além disso se as outras pessoas pedem conselhos pra mim eu logicamente devo ser uma plena fonte de sensatez e sabedoria!
Blergh
Tudo isso culminou algumas horas atrás quando eu deixei a máscara cair e desabafei sobre o meu achar de que "não tenho ideia de como pessoa X não está afim de mim, eu claramente sou a melhor opção dela!" obviamente fui julgado e isso me deixou literalmente nauseado, eu detesto gente presunçosa e prepotente, mas ainda assim me vejo na pele de uma. Depois desse evento eu me despedi dos meus amigos e desinstalei minhas redes sociais, tirar um tempo pra refletir, suponho.
Acho que no fim a arrogância é realmente a camuflagem da insegurança, por mais inabalável que eu tente atuar ainda sou frágil e levado demais pela ideia dos outros sobre mim, não sou um original ou o verdadeiro eu nem para mim mesmo. Eu diria que isso me entristece, mas na verdade me enoja.
Depois dessa montanha de texto (perdão se sôo como alguém insuportável) eu acho que na verdade eu queria conselhos de como manusear a minha autoestima de maneira mais saudável ao invés de cair em algum extremo imbecil, aprender a modéstia interna seria lindo. ~ ~ ~ Obrigado se você leu até aqui, espero que você tenha um bom dia, uma boa tarde e noite também, espero que esteja tudo bem com você, beijos e abraços
Até mais.
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2020.07.01 02:10 btrzjndrb A história do falso corno que eu dei.

olá luba, editores, papelões e turma! espero que todos estejam bem e acomodados para essa estranha história que irei contar aqui hoje. O texto é longo, eu sei, desculpa, mas eu fiz uma conta nesse tal de reddit só pra contar pelo que eu passei - e deixar outras pessoas alertas, para que elas não passem pela mesma situação - e talvez pra ver como vcs julgam essa história também :):)
sem mais enrolações: tudo começou no início do meu ensino médio. tinha começado a namorar um carinha - vou mudar o nome de todo mundo pq sou uma pessoa legal não quero expor ninguém - chamado Joaquin e tinha começado uma amizade com Paulo. Paulo e eu estudamos juntos desde a 5ª série, mas eu nunca quis fazer amizade pq ele era bem babaca. talvez eu tenha o julgado cedo demais. bem... Joaquin e eu eramos melhores amigos inseparáveis e a parceria no namoro fazia ficar "perfeito", mas, por Joaquin lutar com depressão a anos e ser muito ansioso com algumas coisas - normal de quem é ansioso né, não julgo ele, até eu sou assim - as vezes a gente discutia por coisas bem "bestas" - não interpretem mal essa frase, saúde mental é muito importante.
e, no meio de todas essas discussõeszinhas, Paulo tava lá. ele sempre foi o tipo de cara que ia na onda dos "cool kids" para tentar se sentir aceito por eles, mas no fundo ele era muito tímido e inseguro e só fazia aquilo como um mecanismo de defesa, sabe? enfim, depois que ele passou a perceber isso, ele deixou de se esforçar e passou a ser só um cara calado, que ficava na dele, e que preferia conversar por mensagem do que pessoalmente. eu respeitava ele por isso, e comecei a conversar muuito com ele por mensagem. então quando eu discutia com meu parceiro ou quando tinha alguma crise, eu geralmente ia falar com ele. me sentia segura por isso, mas, ele aproveitava a minha vulnerabilidade pra satisfazer algumas vontades dele. atenção, carinho, sexting, nudes... só pra dizer o mínimo. não vou e nem quero entrar em detalhes, e pode até soar estranho, mas situações de vulnerabilidade te fazem fazer coisas que você nunca se vê fazendo.
até que, depois de um tempo, eu percebi a manipulação que ele fazia e resolvi me afastar dele. contei tudo que tinha feito deslealmente para Joaquin, meu parceiro. meu amigos disseram que Paulo era apaixonado por mim mas na época eu nem cogitei. Joaquin, compreensível como sempre foi, entendeu o que tinha acontecido e não me achou a babaca da história - fui babaca, turma? não sei, ainda estamos na metade da história. o fato foi que eu me sentir uma péssima namorada por isso e pensei que nunca mais teria qualquer relação de amizade com Paulo. yes, you guess it: isso não aconteceu.
lá pra metade do meu segundo ano Joaquin terminou comigo e isso fez Paulo se sentir "convidado" a começar uma amizade de novo. eu não vi nenhum problema nisso apesar de não ter me sentindo completamente confortável de início. com os meses, eu fiquei bem próxima dele de novo mas ele tava diferente. ele estava bem mais ciumento. ele chegou a ficar sem falar comigo pq eu pedi emprestado o casaco de um amigo nosso, Pedro, e não o dele. bizarro né, pois é, continuem acompanhando. (btw, Pedro vai aparecer mais tarde na história)
enfim, quando eu já tinha "superado" meu rolo com Joaquin, Paulo achou - considerando a minha eu do passado que foi manipulada por ele - que eu queria ficar com ele. todo dia ele mandava mensagens com duplo sentido, insistia muito MUITO MESMO pra ter qualquer coisa comigo. eu já desconfiada, e cansada de tanta insistência, acabei cedendo e a gente acabou ficando. pra ser sincera, eu não gostei do beijo. acontece né, as vezes não dá certo - sem querer ser parcial mas já sendo, ainda bem que não deu. mas, Paulo e sua masculinidade intocável não estava preparado pra ouvir isso quando eu disse. eu realmente queria que a gente continuasse amigo mesmo, mas ele simplesmente deixou de falar comigo! de um dia pro outro: tchau. eu fiquei arrasada de início mas depois não me abalei muito pq julguei ele como o babaca da história. bem, a babaquisse dele só estava começando. avançando um ano na história: fiquei solteira e carente até o meio do terceiro ano.
nessa época, Paulo estava namorando Bruna. ** um parenteses na história: eu sempre achei eles o casal perfeito pq antes de Paulo, Bruna namorava Pedro - lembram de Pedro, meu amigo do casaco? pois é, ele. o namoro era uma mentira: Bruna só começou a namorar com Pedro pra superar João, que um dai teve um rolo com ela mas não quis mais sabe? Bruna, uma pessoa bem bacana como vocês podem perceber, terminou com meu amigão Pedro um dia antes de uma super festa que ele deu na casa dele. ela foi na festa, claro, e ficou com Paulo lá. na frente de Pedro. melhor casal não conheço. enfim voltando a história ** e eu e minhas amigas futriqueiras - "fofoqueiras" - estavamos comentando esse caso babado de Bruna né e eu falei no meio da conversa "ainda bem que eu beijei ele uma vez e não deu em nada".
nesse momentos minhas amigas fizeram silêncio. muito silêncio. era a pausa dramática mais dramática que eu já tinha visto. eu não entendi a estranhessa daquele silêncio e perguntei o que tinha acontecido, se eu tinha dito algo errado e tals. até que Dani disse: "Paulo me disse que você traiu Joaquin com ele. que vocês fizeram... coisas e que foi por isso que vocês terminaram" (texto family friendly). eu fiquei sem palavras. todas as minhas amigas disseram que escutaram essa história e ficaram COM VERGONHA de perguntar se tinha sido verdade. todas elas escutaram a história de PESSOAS DIFERENTES do colégio. A HISTÓRIA DE UM FALSO CORNO QUE EU DEI. sem saber o que dizer - e um pouco irritada com essa trocidade que eu ouvi a meu respeito - eu fui falar com Joaquin. Ele disse que não tinha ouvido essa história, mas que com certeza foi a história mais engraçada que ele já tinha escutado. de fato, eu também achei engraçada, até pq "era a cara" de Paulo fazer algo do tipo.
depois de ouvir isso - eu e minhas amigas ativamos nosso james bond interno e fizemos nossas investigações pra saber quem sabia e tudo mais. isso fez eu desenvolver problemas sérios de insegurança e fobia social, além de me deixar completamente ansiosa só de pensar em ficar com alguém. no fundo, eu imaginei que qualquer cara pudesse agir como ele. mas, depois de muita "investigação" descobrimos que todos, eu disse TODOS os alunos da minha série sabiam dessa história E QUE PAULO TINHA INVENTADO OUTRAS HISTÓRIAS SOBRE OUTRAS GAROTAS. basicamente, se ele ficasse com uma que não gostasse ou não quisesse de novo, ele ia inventar alguma coisa sobre ela. inclusive, descobrimos que ele fez isso com duas amigas minhas sem a gente saber. depois disso, o ódio e a vergonha tomou conta e eu não consigo falar com ele até hoje. a última vez que eu tive que compartilhar oxigênio com ele foi em uma festa com algumas pessoas da minha série. ele e Bruna estavam lá e ela (bebada) disse pra minha amiga que "concertou" ele. que fez ele pedir desculpas por todas as besteiras que ele fez.
até hoje eu não recebi nenhuma desculpas. nenhuma explicação. nenhuma mensagem ou telefonema. até hoje eu tenho fobia social e não consigo me relacionar com ninguém sem me sentir ansiosa e insegura. no fundo eu acho que vão criar coisas sobre mim, espalhar e eu vou receber os mesmos olhares estranhos que recebia no colégio sem saber o porque.
final meio deprê mas essa foi minha história. Paulo pode ser qualquer pessoa na sua. ele fez coisas comigo, psicologicamente e emocionalmente, que não sei como concertar. não falo sobre isso com quase ninguém mas quis compartilhar pra nenhuma garota ou garoto ter que passar por isso. fiquem bem, fiquem seguros, abraços!
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2020.06.29 20:20 throwaway2159861 Fracassei em todos os aspectos da minha vida

Boa tarde, estou precisando desabafar e resolvi contar aqui grande parte da minha história e talvez fazer uma auto-análise. Imagino pelo que vi e vivenciei que é possível que muitas pessoas se identifiquem com os assuntos que eu vou falar, então pode até ser uma leitura interessante.
Antes de começar, recomendo essa música pra quem por ventura vier a ler o texto abaixo. Ela não tem nada de especial, mas eu gosto bastante dela.
https://www.youtube.com/watch?v=7NLvmr7zpso
Pois bem, atualmente tenho 28 anos, quase fazendo 29 e estou terminando a minha segunda faculdade. Provavelmente algumas coisas em relação a datas serão confusas pois além da minha memória ser bastante ruim, ela se restringe aos últimos 5 anos da minha vida. Então, as últimas memórias que eu tenho são da copa de 2014 no Brasil onde consegui assistir a alguns jogos. Eu não sei se isso é neurológico, mas estou pra ver isso tem alguns anos já. Antes que perguntem, eu tenho memórias de situações anteriores, mas em vez de lembrar do fato em si eu me lembro de alguma outra pessoa me contando, então é uma espécie de memória de segunda mão.
Enfim, quando eu tinha cerca de 10 anos eu tive depressão crônica e comecei a tomar medicamentos para tratar isso. Por volta dos 13~14 além do tratamento da depressão, eu comecei a ter ataques de pânico intensos, de modo que eu tive que abandonar o colégio por cerca de 6 meses pois eu não conseguia sair de casa. Também desenvolvi um distúrbio de personalidade esquizóide. Felizmente acabei não perdendo o ano pois a direção entendeu a minha situação e eu tinha boas notas, esporadicamente eu arrumava a matéria do colégio e lia em casa pra tentar aprender alguma coisa. Curiosamente um amigo meu me contou anos depois que a minha mãe por volta dessa época pediu pra ele e alguns outros amigos tentarem me convencer de ir numa excursão do colégio que seria durante um feriado prolongado.
Avançando um pouco, por volta dos 17 anos e perto de prestar o vestibular, eu não tinha a menor idéia de qual curso eu deveria escolher. Cheguei a perguntar para o meu pai se ele poderia me dar mais um ano pra escolher a carreira enquanto eu fazia um cursinho mas ele só riu e achou que eu estivesse de sacanagem. Por fim, acabou falando pra eu fazer Direito pois ele sempre achou que todo mundo deveria saber o básico das leis, além do fato de ter trocentos concursos públicos disponíveis pros graduados. Nesta época, eu já estava de saco cheio de estar indo no psicólogo e no psiquiatra com regularidade, além de ter que tomar os medicamentos todo dia. Pra ser sincero, comecei a tomar os medicamentos em dias alternados em vez de diariamente e cada vez mais fui espaçando, até o ponto de achar que eu não precisava tomar mais. Não notei mudança nenhuma no meu comportamento, apenas uma grave insônia. Depois de um tempo então revelei que eu não estava mais tomando os medicamentos para os médicos e para os meus pais e como aparentemente não fazia diferença nenhuma porque ninguém percebeu, eu só parei de frequentar o psicólogo e psiquiatra de um dia pro outro.
Como eu não sabia pra qual curso prestar vestibular, acabei acatando a idéia do meu pai, só que eu não tinha motivação nenhuma pra estudar. Aliás, eu nunca tive e sempre fiz parte da grande maioria dos alunos que estudam apenas na véspera. Para a minha grande surpresa, acabei passando no vestibular e só fiquei sabendo aos 45 do segundo tempo, no penúltimo dia da pré-matrícula quando um amigo meu veio me dar parabéns. Foi uma conversa engraçada, ele me deu parabéns mas eu não sabia pelo quê, já que eu não tinha acompanhado o resultado do vestibular pelo fato deu não ter estudado durante o ano. Foi uma grande sorte, que aliás é um tema recorrente na minha vida. Dei sorte do meu colégio dar o conteúdo inteiro durante o 1º e 2º anos do ensino médio, deixando o 3º ano apenas pra revisão da matéria toda, então querendo ou não, eu assistindo as aulas acabei fazendo uma revisão sem querer. Dei muito mais sorte do meu amigo ter me avisado, já que sem ele eu perderia a matrícula e só deus sabe o que aconteceria. Talvez eu conseguisse o meu sonhado ano pra descobrir o que eu queria fazer da vida, mas me conhecendo, acho que eu apenas procrastinaria por mais um ano.
Já no começo da faculdade eu percebi que as carreiras legais não eram pra mim. Na verdade, analisando friamente, tenho certeza de que eu seria um bom juiz, devido à minha personalidade e jeito de ser. Infelizmente nasci sem a motivação necessária para traçar objetivos de longo prazo e perseguí-los. É bem verdade que eu considero que não se nasce com isso e que é tudo uma questão de disciplina, mas não me vejo mudando isso na minha personalidade no curto, médio ou longo prazo. Talvez seja um mecanismo de defesa pra me prevenir do fracasso, afinal de contas, ninguém pode dizer realmente que fracassou se nem tentou.
Enfim, apesar de achar a área da advocacia algo bastante chato, passei a me interessar moderadamente pela área acadêmica, mais especificamente pelo jusnaturalismo. Na época da faculdade comecei a ler um pouco sobre religião comparada e sempre achei que o direito sem uma base metafísica não passa de um jogo de poder onde quem possui mais faz a lei e quem não possui apenas obedece. Até hoje tenho vontade de realizar uma pesquisa acadêmica sobre isso, mas as chances beiram a zero pois a vida acontece.
Também durante a faculdade eu comecei a ter recaídas da depressão, mas como eu já conhecia os sintomas, eu sempre tomava medidas contra a minha própria vontade para tratar o problema no início. Eu tinha que manter um horário de sono regular, fazer algum tipo de exercício físico diariamente e ter uma alimentação mais saudável. Isso realmente funciona, então se alguém estiver passando por isso, recomendo fazer isso antes de partir para algo mais radical. O problema é que isso é chato demais e eu não conseguia manter essa disciplina por muito tempo, então eu ficava alternando períodos bons e ruins. Na verdade, isso acontece até hoje, mas aos poucos fui aprendendo a lidar com isso.
Vou abrir um parêntese aqui pois pelos anos de experiência, percebo que muitas pessoas passam pelo mesmo problema que eu, sobretudo aqui que é um lugar para desabafos anônimos. Também não é um assunto fácil de conversar com as pessoas, a não ser que você tenha ótimos amigos ou uma família bem estruturada que se importa realmente com você. A minha família sempre me deu essa abertura, mas por conta da minha personalidade eu nunca fui capaz de falar nada disso com eles. Aliás, não sei nem se adiantaria alguma coisa falar com eles. Acredito que o melhor meio mesmo seja apenas ler relatos na internet de pessoas que passam por uma situação semelhante pra saber que isso não acontece só com você. Acho que isso foi o grande motivador pra eu escrever este texto.
Gostaria de falar sobre sentimentos. É bastante paradoxal, visto que eu sou literalmente analfabeto em matéria de sentimentos e não sinto quase nada devido à minha TPE. Ainda sim, acredito que ajuda bastante saber que alguém tem a mesma sensação que você, pois é algo difícil de colocar em palavras. A pior delas é justamente esse algo que não tem nome. É como se fosse alguma coisa queimando, mas não queimando num sentido físico. Está mais para uma dor na alma, ainda que paradoxalmente a dor pareça física. Desde pequeno eu sinto isso e não consigo imaginar a minha vida sem sentir isso. A melhor forma que eu encontrei de descrever essa sensação até hoje foi como se existisse um buraco negro em algum lugar aqui dentro e que ele estivesse sugando tudo, até mesmo a tristeza, só que como ela está em maior quantidade, é o que acaba sobrando pra gente, ainda que essa tristeza não seja tão intensa quanto já foi em outros momentos.
Voltando, já no meio da faculdade eu sabia que teria problemas caso eu decidisse mudar de carreira pois seria bem mais difícil a minha entrada no mercado de trabalho sem experiência e com uma idade avançada, sem contar psicologicamente, já que os meus amigos estariam numa posição mais avançada da carreira profissional e consequentemente ganhando muito mais dinheiro que eu, o que é difícil pra qualquer pessoa, ainda que você não se importe muito com isso. Eu decidi não abandonar o curso no meio pois era um curso de renome numa excelente faculdade, então ainda tive que aturar mais 2,5 anos estudando algo que eu não gostava só pra pegar o diploma no final tendo certeza que eu não iria usá-lo.
Pois bem, prestei o enem no último ano da faculdade e consegui emendar um curso no outro. Não pra minha surpresa, descobri que o segundo curso que eu escolhi também era horrível e confesso que até cogitei em voltar pra advocacia. O problema é que eu não tive nenhuma experiência profissional em escritórios de advocacia e já esqueci o conteúdo da faculdade anterior, o que basicamente me impossibilita de voltar pra carreira anterior.
Ao menos arrumei um estágio e estou ganhando um salário mínimo por mês até eu me formar, que eu espero que seja daqui a dois meses. A parte ruim é que provavelmente não vão me contratar e eu vou ficar desempregado, a parte boa é que eu odeio o meu trabalho e provavelmente não vou aguentar nem mais 1 ano trabalhando lá.
Dito isto, vamos aos problemas e ao real motivo do desabafo. De uns tempos pra cá o negócio do meu pai está indo muito mal, de modo que tivemos que pegar alguns empréstimos com o banco e o coronavírus acabou forçando o negócio a ficar parado desde março. Então, já estamos numa situação periclitante.
Não bastasse isso, recentemente meu pai teve que operar para tirar um tumor e ao que tudo indica, provavelmente ele está com câncer. Além disso o meu pai está no limite de fazer parte do grupo de risco do covid e trabalha com atendimento ao público. Não sei como faremos pra tomar conta do negócio, já que ele provavelmente vai ter que parar de trabalhar pra fazer o tratamento.
A minha mãe por sua vez é aposentada por invalidez. A minha irmã tentou abrir um negócio também mas foi paralisado pelo coronavírus, sendo que ele já não ia bem. Desde o ano passado ela veio com uma proposta deu tomar conta da parte administrativa da coisa e tirar um dinheiro para mim do que entrar, mas a verdade é que ainda não consegui tirar sequer 1 real da coisa pois essa é a única fonte de sustento da minha irmã, então tudo o que eu consegui foi trabalhar de graça e um monte de dor de cabeça.
Eu por minha vez estou trabalhando entre 10 e 14h por dia ganhando um salário mínimo, fora o estresse e ainda tenho cerca de 5 semanas pra escrever o TCC que eu nem comecei pra me formar na faculdade daqui a 2 meses.
A única notícia boa que eu tive recentemente foi um conhecido meu ter me contado que só não se matou porque há uns anos atrás eu liguei e conversei com ele bem no dia em que ele tinha pretendido se suicidar.
Dada a minha situação é difícil não pensar em se matar constantemente. Não que isso seja algo novo, tenho esses pensamentos recorrentes desde os 13 ou 14 anos de idade, mas entre pensar e fazer existe um abismo infinito de modo que eu nunca cogitei seriamente fazer isso. Ainda sim, deixo sempre a opção aberta muito embora eu tenha me decidido a fazer isso só depois dos meus pais e da minha irmã morrerem.
Sendo bem sincero, motivos mesmo pra continuar vivendo eu não tenho nenhum. A única coisa que ameniza um pouco é eu tentar deixar a vida um pouco menos merda para os meus familiares, só que o fato é que eu tenho 28 anos na cara e não consigo nem me sustentar sozinho. Se o meu pai morrer, seja de câncer ou de coronavírus, imediatamente teremos que vender o apartamento e ir morar de aluguel ou com algum parente.
Eu acho que isso tudo é culpa minha, mas no fundo eu sei que não é, já que ninguém é capaz de prever o futuro. Também sei que a minha situação não é tão ruim quanto a de outros, já que eu ainda tenho um teto e comida, mas também sei que a coisa pode ficar feia muito rápido.
Acho que o maior agravante é que eu não tenho sequer 1 área da vida onde eu tenho um desempenho satisfatório. Fracassei economicamente, já que não consigo me sustentar; Fracassei amorosamente, visto que não tenho perspectiva nenhuma de constituir família; Fracassei socialmente pois o meu já pequeno círculo de amizades está se tornando cada vez menor muito pela perda de contato, já que eu não tenho mais como acompanhar os meus amigos com tanta frequência devido à falta de tempo e dinheiro; e a pior de todas, é a sensação de que fracassei como filho. Sim, é verdade, e eu tenho certeza que ninguém nunca vai falar isso, mas não existe nada mais natural que os filhos tomarem conta dos pais na velhice. Infelizmente pra mim, esse tempo chegou e eu não fui capaz de resolver esse problema à altura.
Quem não gostaria de bancar os pais para eles pararem de trabalhar, depois de uma vida inteira de trabalho? No meu círculo social já há pessoas que conseguiriam fazer isso, ao menos durante esse período de quarentena. É inevitável a comparação, mesmo sabendo que cada um é cada um. Eu sempre soube que seria difícil não ficar chateado com esse tipo de coisa quando eu escolhi mudar de carreira, mas está beirando o impossível. Não apenas no aspecto econômico, mas também no aspecto afetivo. Desde sempre a minha família soube que eu era praticamente um autista no quesito de relações sociais, ainda que eu esteja infinitamente melhor do que quando eu era mais novo. O que pega mais, é que no meu íntimo eu sequer considero a minha família como família propriamente dita. Eu entendo que eu tenho um dever moral para com eles, mas não vejo diferença entre eles e os outros seres humanos. É por isso que eu nunca falei eu te amo para eles e nem para ninguém. Não tenho certeza se eu vou chegar a falar isso pra alguém na minha vida, mas tudo indica que não.
Enfim, eu tinha mais coisas pra falar, mas infelizmente tenho que voltar a trabalhar. Desabafar aqui não foi ruim, eu deveria fazer isso mas vezes. Dito isto, eu estou juntando um dinheiro pra me consultar com um psicólogo online depois de quase 10 anos. Eu gostaria de ter dinheiro pra fazer pelo menos 2 meses, mas é difícil achar um psicólogo bom na faixa de preço que eu posso pagar.
Se possível, eu também gostaria de um feedback sobre o texto em si. Eu tenho uma conta anônima no medium e escrever lá, ainda que infrequentemente por falta de tema ou tempo, acabou se tornando uma das poucas diversões que eu tenho, muito embora eu ache que seja difícil alguém chegar a ler até o final, dado o tamanho imenso do texto.
É isso, excelente dia pra vocês.
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2020.06.27 00:13 rachel_com_q A BANANA QUE QUASE ME MATOU

Olá Luba, editores, gatas, não tão provável convidado e turma que está a ver, como estão? Me chamo Raquel, mas meus amigos me chamam de Rachel (sim, por causa de FRIENDS), e sou do Nordeste, então tenho um sotaque bem pernambucano. Minha história é um pouco longa mas espero que proporcione risadas.
Bem, minha história aconteceu no meu último ano do ensino médio, minha turma decidiu fazer uma viagem a praia para tirarmos as fotos de formatura, como não sou muito fã de praia não estava muito animada, mas queria passar um tempo com meus amigos. No primeiro dia foi tudo tranquilo, ficamos na casa de uma colega minha, tiramos as fotos e tudo estava indo bem. Mas quando chegou o segundo dia, minhas amigas queriam ir para a praia, eu não estava muito afim e fiquei na casa com dois amigos meus, um tempo depois elas mandaram mensagem para eu ir encontrar com elas, mesmo meus instintos dizendo para ficar onde estava, decidi ir. Quando chegamos ficamos na areia conversando, estava um lindo dia, um tempo depois um dos meus professores responsáveis chegou e perguntou se queríamos ir no banana boat, era uns 30 contos ou mais se não me engano, não tinha dinheiro comigo, mas o professor queria muito ir e pagou pra mim (detalhe, depois disso nunca lembrei de pagar de volta). Chegamos ao local e uma mulher colocou o colete salva vidas em mim, estava com muito medo pois, não sei nadar e morro de medo do oceano, mas pensei que seria uma experiência divertida... eu estava errada.
O cara no barco deu as instruções, para segurarmos firme e soltar quando a banana estivesse caindo, de repente estávamos indo super rápido, e quando percebi a banana estava virando, fiquei desesperada e esqueci de me soltar, quando dei por mim estava em baixo d'água, a banana virou em cima de mim então não conseguia subir, me desesperei pensando que iria morrer ali mesmo, mas lembrei dos documentários que vi que diziam que vc deveria se manter calmo para não ficar sem oxigênio e procurar uma saida, com o coração acelerado empurrei a banana para o lado e consegui emergir, não sei quanto tempo passei lá embaixo, mas pareceu demais para mim, comecei a tussir e vi que estava longe de todo mundo, como não sabia nadar fui fazendo um esforço pra me aproximar. Meu professor, que tbm não sabia nadar, estava desesperado e puxando minha amiga que tentava acalma-lo, pra baixo com ele, a coitada quase se afoga, quando o cara chegou no barco para que subissimos na banana de novo eu não conseguia subir, ele puxou minha mão e minha amiga tentou me empurrar para me ajudar, mas acabei dando um chute na cara dessa minha amiga, e quando estava subindo a parte de cima do meu maio saiu, acho que só o cara do barco viu ja que eu estava no começo da banana, mas fiquei morrendo de vergonha. O restante dos dias da viajem passei de cama com dor de cabeça e enjoo por causa do calor, além de ter rolado treta com umas pessoas da sala que envolveu até a diretora da escola.
Mas é isto Lubixco, desculpa pela história grande e espero que tenha gostado. Beijos =30
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2020.06.26 08:41 CoalaMolhado8 O dia que quase empatei uma F*da

Olá, Luba, gatas, editores, papelões, possível convidado e turma que está a ver.
Essa história não é algo envolvendo cococo, mico ou chifre, é só algo realmente triste que eu queria compartilhar pq veio a tona recentemente.
Nota: sou gaúcho então pode fazer o sotaque se quiser.
Quando eu tinha uns 15 anos, e tava no primeiro ano do ensino médio, eu gostava de uma menina, vamos chamar ela de Carls. Um dia a Carls me chamou pra uma "festinha" na casa de uma amiga nossa que vou chamar de Larls, perguntei quem ia na "festinha" e ela falou "Eu, a Larls, a Narls, o Parls e o namorado da Larls." Eu pensei, blz eu vou e talvez lá eu vou tentar ficar com a Carls. Chegou o dia da festinha e eu fui até a casa da Larls, todo cheio de mim pq achei que ia conseguir ficar com a Carls, chegando lá, meu coração se quebrou, descobri que a Carls, estava namorando um cara chamado Sarls, que era amigo do Varls(namorado da Larls). Naquele momento me senti muito mal pq eu já conhecia a Carls a muito tempo, e achei que ela me falaria quando ela começasse a namorar. Como qualquer pessoa que teve sonhos sentimentos e esperanças destruídas eu fiquei devastado. Passei boa parte da noite chorando em um canto, na esperança de que ninguém me visse. Acontece que a própria Carls me viu e foi falar comigo, conversamos e ela me acalmou bastante, fiquei um tempinho isolado antes de voltar pra multidão para as pessoas não notarem que eu estava mal. Voltando pro grupinho, conversamos, fizemos algumas brincadeiras (inclusive o Varls conseguiu jogar uma garrafa da varanda do prédio e acertar uma lata de lixo do outro lado da rua). Passou se mais um tempo, e as meninas deram uma ideia de fazer cookies. Elas se retiraram por algum tempo, e nesse momento, eu, Varls, Sarls e Parls ficando conversando. E por algum motivo Varls começou a me xingar muito por estar sofrendo pela Carls, eu não aguentei e voltei a chorar, o Sarls começou a me defender enquanto o Parls quebrou e não sabia o que fazer. Quando perceberam a briga as meninas foram ver o que estava rolando, e a Larls também começou a dizer que eu estava estragando o rolê e que eu tinha que esquecer a Carls, pq ela estava com o Sarls. A discórdia foi plantada e eu saí do lugar pra ao menos chorar em paz. O Parls, foi me acalmar depois de fazer geral parar de brigar. (Eu ate pensei em ficar com ele naquele dia - sou bissexual). Voltei pro resto do grupo de novo, dessa vez sem nem pensar em esconder que estava chorando, até pq já tinha o feito no meio de todo mundo. Comemos os cookies e assistimos um filme, e como era de se esperar só eu e Parls assistimos o filme. Acabou o filme e fomos dormir. A Larls e o Varls forms pro quarto dela, enquanto o resto ficou na sala. Eu e Parls no sofá e a Carls e o Sarls no chão. Antes de dormir chorei mais um pouco, até que percebi uma certa movimentação vida do chão, quando percebi que os dois coelhos no chão estavam praticando a tal da Ré no Kibe, Tchaco tchaco na butchaca, vapo, sesgo, molhando o biscoito, sapeca iaiá, entre outros derivados. Eu pensei em mandar eles pararem e terem bom censo, mas acabei chorando ainda mais e deixando eles terminarem pq eles tinham sido muito legais comigo a noite inteira e eu tinha "Destruído o rolê" segundo o Varls. Essa é a história de como eu fui espectador de uma xuxada na bolacha... Obrigado a todos que ficaram até aqui, blá blá blá =30
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2020.06.26 03:42 arkeus1227 ADOLESCENTE FRUSTRADINHO QUERENDO DAR UMA DESABAFADA

Olá luba, gatas, editores, pekeano reeves, (não dou saudação para papelões mortos) e etc, eu já peço desculpas de antemão por erros de português e falta de virgulas ok?
Bom, eu sou um garoto de 14/15 anos que tem como seu principal problema a insegurança (não por causa de aparência por que não me considero feio) mas sim pelo fato da minha falta de credibilidade/importância vou contar minha historinha triste e vejamos se eu sou o babaca
Resumidamente para esse texto não ter 2 GB eu quando mais jovem (eu sei que não sou velho ok?) tinha um grupo de amigos que basicamente (pelo que eu entendi) não gostavam tanto de mim assim.
Resumo do grupo (de escola) meu EX melhor amigo, um garoto que eu acho que se fazia de criança e um que não fede nem cheira e eu sei que são termos fortes mas é por isso que isso é um post de um semi "eu sou babaca" bom eu gostava de zuar não com pessoas de fora do grupo mas dos outros dois e sempre foi uma coisa leve tanto é que eu não falo nem "palavrão" sei lá eu só não curto falar ok? kk
Bom continuando eu acho que eles não gostavam do meu humor (negro) e a minha variação de humor por causa dos meus problemas com meus pais mas é claro que é só uma teoria e os meus amigos tinham me "banido" de brincadeira algumas vezes e assim eles não eram pessoas ruins só me fizeram um mal ferrado quando eles tomaram a seguinte decisão de que no dia que eu voltasse das ferias eu teria uma "surpresinha"
(eu sempre voltava uma semana depois do inicio das aulas) Basicamente eles tinham me trocado por outro muleke e por mais que eu tenha insistido pra voltar eles simplesmente não deixaram e professor não pode fazer nada e a partir desse momento a minha vidinha pacata desandou por que eu passei 1 mês inteiro tendo que implorar pra pessoas que eu nunca tinha falado na sala me deixarem simplesmente sentar lá no entanto eu consegui um grupo (da menina que eu gostava) mas fui expulso por um idiota em uma semana e então me sentido traído pelos meus amigos eu me relacionei com um crápula que já tinha me atormentado antes (vou fazer um resumo para melhor entendimento: basicamente eu sempre fui muito solitário mas sempre tive um único amigo pra cada momento por exemplo no meu grupo no inicio era de 5 mas meu ex melhor amigo saiu da escola e eu fiquei com o segundo lugar como o melhor amigo de novo e esse ciclo continua) continuando o crápula me atormentou a eras atrás mas isso foi a muito tempo certo?
ERRADO ele continuava babaca ao extremo só ficou mais inteligente e soube se esconder por que eu me escorei totalmente nele mas até o dia do meu aniversário que por acaso teria prova de matematica ( eu não sou burro ok? só não sei fazer nem uma conta de dividir mas eu sei te resumir a segunda guerra em detalhes e dizer em que ano saladino lutou em jerusalem ) e eu apostei nele para me dar a cola até por que eu sou bom em cola (literalmente eu e meu ex X2 melhor amigo passamos uma semana pra aprender código morse pra um simulado) e eu já passei muita cola pra todo mundo da sala inclusive ele e eu inocentemente fiz um papelzinho e botei no peito dele pedindo cola e ele como o babaca que ele é olhou pra mim deu um sorrisinho e deu pra mina que eu gostava (que não passa cola nem pros amigos dela)
E eu fiquei com tanta raiva e tão transtornado que eu nem sequer consegui fazer nenhuma questão da prova e obviamente tirei 0 e fiquei de recuperação pela primeira vez na vida coisa que quebrou a confiança que meus pais tinham em mim e pra ajudar eu fiquei de castigo por uma idiotice qualquer (eu fico muito de castigo) só que eu sou um adolescente não é mesmo? e mesmo sem o meu cell eu tinha meu xbox com internet e eu botei "coisas" na tv do meu quarto e dormi com a tv ligada meus pais foram no meu quarto de manha e já sabe né? alem da merda toda que eu passei fiquei 4 meses de castigo (que não deveriam ser 4 mas eu sou irresponsável e as vezes não fazia as coisas nas horas que eles queriam) isso foi um ano atras mas eu me sinto cada vez mais distante de tudo e todos já que mesmo mudando pra noite no ensino médio e arranjado novo colegas/futuros amigos eu ainda me sinto sozinho (detalhe importante eu tenho um fiel amigo "virtual" vamos chamar ele de box e ele é incrível só que ele é mais velho e não tem tempo pra me ouvir desabafar ou qualquer coisa do gênero)
E com todas essas coisas que podem parecer bobas pra qualquer um que tenha chego nessa parte do post isso me afetou muito já que agora eu sinto cada vez menos importante pra qualquer um por exemplo ter um grupo de whatsapp da sala e eu sempre sou ignorado completamente lá e meus país dizendo que eu sou inutil por que eu não estou fazendo nada alem de EAD
Bom eu percebi que além desse texto estar muito grande a ainda estar faltando muita coisa isso não é um "eu sou o babaca" de forma alguma é só um história triste e irrelevante no fim eu só quero uns conselhos dessa comunidade já que todo mundo parece bem sensato aqui.
(detalhe eu recentemente descobri que sou bi mas isso é praticamente irrelevante pra história e eu não ligo pra isso at all/ e eu sei que mesmo que o luba leia(já seria uma honra) isso nunca vai pra um vídeo já que é um texto bem grande e amador e perdão por qualquer desvio de tema no texto e parenteses eu sei que tem muitos parenteses).
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2020.06.26 00:32 JoaoVquinto "A porra de um dado estatístico para você refinar sua habilidade."

Olá, novos editores, turma que estar a ver, Luba e possível convidado. Essa é uma história bem longa, então preparem-se, espero que dê pra entender. Sou homem(para você não ter um surto de testosterona) sou carioca, se quiser testar um sotaque novo, mano kkkk
link dos prints na metade da história
No segundo semestre de 2019 conheci um garoto(insira nome falso aqui provavelmente Carls) aparentemente bem legal, do nada começamos a ser mais frequentes na vida um do outro, fui no rolê de aniversário dele, o mesmo veio na minha casa cerca de duas vezes e foram dias bem legais. Algumas vezes ele ficava mal e queria atenção de alguma forma, casos que ele se sentia mal com os problemas com a família e etc. Não tinha problema nenhum em da atenção ao Carls. Fomos ficando mais próximos e assim foi se desenvolvendo uma amizade legal, pelo menos era assim em meu ponto de vista. Virou o ano chegamos a nos ver algumas vezes nas férias. Começou o ano letivo meu último ano do ensino médio e queríamos dar um jeito de estudarmos na mesma turma já que eu era da 3001 e ele era da 3003, meio que era um plano de "terceiro ano ideal" ele, eu e mais alguns amigos. O colégio possibilitou essas trocas, assim ele poderia vir para minha turma aí lá vai eu procurando gente que queira ir para a turma dele e achei duas garotas que queriam mudar o que era perfeito já que tinha ele e mais uma amiga que queria na minha turma. Minha amiga conseguiu vir pra minha turma depois de um certo esforço e ele ainda não havia conseguido quando eu tentava o sistema do colégio caía. Carls passou a "depender de mim" pra essa troca acontecer já que ele não gostava de conhecer gente nova e não chegou a dar nenhum "oi" pra garota que ia trocar com ele, meio que ele passou a exigir que eu corresse atrás da garota para efetuar a troca, eu não tinha tempo pra ficar olhando isso toda hora, acabou que ele meio que desistiu. Essas e outras situações me incomodaram bastante.
Eu também descobri que ele gostava de mim, ele tava meio irritado com ele mesmo por isso, conversei com ele sobre, de início achei que eu não era a melhor pessoa pra ajudar ele já que né ele gostava de mim, porém depois dessa conversa acho que foi um alivio pros dois, falei que não gostava dele dessa forma e tal ficamos um bom tempo conversando num banco que tinha uma cobertura (tava chovendo). No final da conversa ele chegou a conclusão de que talvez ele não gostasse de mim dessa forma também, no caso, que estaria confuso com os próprios sentimentos e que me via mais como "melhor amigo". Ele foi pra casa e eu voltei pra minha casa já que não dava mais tempo de ir para o curso que era em outra cidade.
Teve um dia que eu ia mostrar uma história pra ele, já que queria mostrar a tempo. Fui mostrar a história já que havia sido liberado. Bem... *suspiro* começo a ficar meio irritado/triste nessa parte.
Carls começa a ler a história e eu fico meio nervoso (meio que considero ele um especialista em escrita) aí ele solta alguns comentários sobre o que não gostava em mim, de inicio eu relevei, aí ficou mais frequente e isso começou a afetar meu psicológico e ele não parava, falou sobre o fato de eu falar com todo o mundo, das minhas "amizades superficiais" já que eu falava com todo mundo superficialmente isso tudo foi para tirar reações de mim que só ele não conseguia ver. Deu minha hora de ir embora, me despedi ia dar uma abraço mas ele fez um drama e desisti do abraço aí ele me abraçou. Fui pra natação, chorei no ônibus depois comecei a rir já que me senti ridículo por estar muito mal com aquele tipo de comentário e fiquei pensando sobre - aquele aula foi horrível por causa disso, tipo me "afoguei de formas ridículas, foi engraçado. Carls mandou mensagem na noite do mesmo dia perguntando se eu tinha mesmo me afetado com aquilo (continua nos prints).
nota: ele achava que era muito objetificado por mim e que qualquer coisa que eu pedisse ajuda em questão de testes a mim mesmo em alguns assuntos ele levava a mal e achava que ele só "servia pra isso além do fato que ele não confiava em mim por eu não ter expressões e ser inabalável. Ele ignorava as coisas boas que eu tentava fazer e falava que eu sentia como obrigação, costumo querer ajudar pessoas mesmo que eu não conheça muito bem, mas o caso dele eu queria uma amizade legal e tal. Ele também reclamava que eu não tinha ninguém como prioridade e classificações para amigos e coisas assim, mas eu tinha só não ficava falando, acredito que todo mundo tem por mais que negue.
prints - https://imgur.com/a/AyV3f5O
Não postei a conversa completa mas acho que deu pra entender, algumas colocações da minha parte me incomodaram, levando em cona que não sou a mesma pessoa desde essa conversa. Queria falar com ele pessoalmente sobre essas coisas, porém no domingo dessa semana foi declarada a quarentena oficialmente na minha cidade. Outras conversas aconteceram depois, mas a única relevante foi a "declaração final dele". Carls me contou após tudo isso que sentia inveja de mim por eu ser o queridinho por todos e ter a família bem organizada e presente e essas coisas, sempre fui "privilegiado" porém não fazia ideia que alguém teria esse sentimento em relação a mim. Ele também falou que isso refletiu muito no fato já citado anteriormente de que ele gostava de mim. Achei que tava tudo de boa, porém ele nunca mais mandou mensagem e eu também não já que era sempre eu que puxava as conversas, descobri que ele mudou de numero (estamos em um mesmo grupo do colégio e vi o numero novo lá) e claramente não salvou o meu e não me avisou, ele não se importa. Fez eu ter uma consideração por ele e botou as inseguranças dele acima do que eu dizia e agora não fala mais comigo. Eu mandei mensagem mas apaguei em seguida, ou seja, preferi minha saúde mental kk. Ele se sentiu usado por mim só por eu ser eu mesmo, fazer o que né...
Então Luba, passei de paixão para melhor amigo para usuário de dados estatísticos e finalmente um babaca (provavelmente). Adoraria ouvir sua opinião sobre o assunto. Só queria um pedido de desculpa, só isso. Fui o babaca? Será?
pRimEirA Vexz aQUi
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2020.06.23 20:45 didx Um texto autobiográfico escondido pela máscara do anonimato.

É difícil falar do passado. Já perdi as contas de quantas vezes comecei posts semelhantes, mas sempre desisto antes de postar... Colocando o meu passado à mostra, talvez eu consiga aceitá-lo e olhar para o futuro. O anonimato me permite contar a minha história sem precisar me identificar...
@Mods, se não puder pôr aqui, eu ponho no desabafos, só peço que me avisem antes de apagar...
É a história de uma vida (ou várias), então peço desculpas se for longo demais; preciso pôr pra fora.
Nesses meus 28 anos, tive três ou quatro vidas diferentes. A primeira começou num bairro pobre de Santo André, de frente para uma comunidade, vivendo de favor num imóvel do meu avô, com quem tive pouco contato e que faleceu antes que pudesse conhecer melhor.
Apesar de pobre, vivia feliz. Filho de pai e mãe trabalhadores, tive o melhor que podiam me dar... E reconheço que não foi pouco. Graças ao esforço de meu pai, aos meus sete anos recebeu uma oferta de trabalho em uma multinacional de processadores, o que se transformou em uma proposta de relocação para os States.
Ali, na virada do século, aos oito anos, começou uma segunda vida. Mudamo-nos para Nashua (no estado de New Hampshire) e, apesar de imigrante em um país distante, aprendi o inglês com certa facilidade (não que eu tivesse outra opção). Do meu esforço fiz meu próprio mérito e, mesmo sofrendo de hiperatividade, consegui ter um desempenho brilhante, com médias mais altas que as de muitos nativos.
Ganhei uma irmãzinha e meu pai, uma nova relocação, para a outra costa. Voltamos ao Brasil para o batismo dela, e logo retornamos à "terra dos livres e lar dos bravos". Foi a última vez que vi meu avô.
2001, em Hillsboro, no Oregon, nova cidade, nova escola, novos amigos... Um certo receio, invisível pra mim, por parte dos adultos; imigrantes latinos são sempre mal vistos, e apesar das altas médias, tinha uma cadeira particular na sala do diretor.
Aí veio 2003, e o fim da minha segunda vida – durante as férias de verão, um colega de trabalho do meu pai nos levou para um passeio de barco no rio Columbia... Flutuando em uma boia puxada por esse colega, sofri um traumatismo craniano ao ser atropelado por um jet-ski que tentava pular as ondas feitas pelo barco. 14 minutos com o coração parado, uma experiência de dimetiltriptamina tão jovem, morri ali.
Meu pai ficou paralisado, em choque. Não fosse o ato heroico de seu colega, teria ficado morto. Não o culpo; não são muitos que conseguem reagir numa emergência. Sempre me pergunto se estaria aqui hoje para contar essa história, se isso tivesse ocorrido no Brasil... Quais e quantas sequelas teria?
Das 18:00 do dia 10 de Julho de 2003 às 02:00 do dia 11, nas mãos de um excepcional neurocirurgião pediatra, fui revivido. Oito dias na UTI, um mês e meio de reabilitação e fisioterapia; precisei reaprender a falar, comer, andar... Tenho até hoje a falha no cabelo e os pinos no crânio, para nunca me esquecer.
Recebi visitas de todos os meus colegas e professores, cartas e flores e telefonemas de familiares no Brasil... Mas terminada a emergência, meu pai precisou voltar ao trabalho, minha mãe me acompanhando no hospital, minha vó precisou ir até lá para cuidar da casa e da minha irmã. Ambos lidaram com isso pior do que eu; meu pai mergulhou no trabalho, minha mãe desenvolveu PTSD. O casamento deles morreu ali, e me culpo por isso até hoje...
Começou, então, minha terceira vida. Sofri com o retorno às aulas; apesar da recuperação ótima e não ter sofrido nenhuma sequela neurológica séria, passei a ver a vida com novos olhos. A partir dali, não podia mais praticar esportes, nem brincar com os amigos, só saía de casa acompanhado... Animal Crossing foi a salvação da minha sanidade. Todas as horas livres dediquei para fazer um vilarejo bonito; não podia ter amigos reais, então fiz amigos com os NPCs.
No final de 2004... Fez-se necessário permanecer um ano fora, para oficializar o green card, dar baixa na documentação brasileira, e receber a cidadania americana. A alternativa era Vancouver, ao invés de São Paulo. Optamos pelo Brasil, por apenas um ano... Mas esse um ano virou quinze.
O pai foi relocado para a empresa no Brasil; seu chefe o enrolou numa rede de corrupção, que culminou na sua demissão. O sonho americano tornou-se areia e escapou por entre meus dedos. O gosto amargo de decepção e a falta de habilidades sociais me fez ermitão. 2005 se encerrou com o início da minha quarta, e atual, vida.
2006, retornei a Santo André.
2007, o processo legal movido contra a empresa responsável pela falha mecânica que ocasionou na minha (quase) morte rendeu-me uma indenização recheada, da qual foram debitados os custos médicos e advocatícios. Restaram-me $48.500,00, bloqueados até completar 18 anos.
Meus pais brigavam e gritavam diariamente. A desilusão se transformou em depressão, e não fui capaz de me sustentar no primeiro ano do ensino médio – tampouco pela adoção de um novo sistema de avaliação na escola; das quatro turmas do primeiro ano, uma inteira reprovou, na qual estava incluso.
2008, o pai ficou desempregado outra vez. O casamento, já definhado pelo estresse e trauma, não aguentou e ruiu. Separaram-se. Minha mãe assumiu a casa e as contas; talvez pela mensalidade ser mais barata, talvez para evitar que eu seguisse o mesmo caminho que meu pai, minha mãe me transferiu para um colégio pseudo-militar, dirigido por uma sargenta, cujo nome rima com "bosta".
Não bastava ser inteligente, precisava ser gado, e eu, irreverente, indisciplinado, ou talvez apenas por ter a personalidade forte, reprovei outra vez.
2009, fui transferido novamente, para um colégio com nome geométrico. Curso técnico. Informática. Aprendi a programar no primeiro semestre. A mãe tentou o amor outra vez, mas seu namorado não gostava dos filhos dela. Em um belo feriado, foi viajar; fui para a casa da minha vó. Quando eu voltei, tinha uma nova fechadura na porta. Um mero mal entendido, mas me motivou a ir morar com meu pai na capital paulista, ele novamente empregado, desta vez em certa multinacional coreana de tecnologia. Foi ali quando essa quarta vida começou a desandar.
Apesar do colégio de destino (de péssima qualidade, diga-se) ter E.M. técnico, não aceitavam transferência; para não perder mais um ano, aceitei o regular.
Logo depois de completar 18, em 2010, o pai tornou-se vítima de nova corrupção corporativa... Foi demitido. A partir daí, precisei torrar a indenização, já que ele não admitia que eu trabalhasse, e eu era incapaz de convencê-lo. Passei a arcar com todas as despesas. Aluguel, condomínio, contas, alimentação... Meu pai, sonhador, começou a perseguir sonhos altivos, já que ninguém queria contratá-lo devido seu histórico de demissões.
A mensalidade do colégio virou mensalidade da faculdade. Eu, tolo, imbecil, estúpido, mesmo tendo passado na primeira fase da FUVEST e tendo tudo para passar na segunda, escolhi a Anhembi Morumbi. Se eu pudesse voltar no tempo, desceria o cacete no eu de 19. Ao invés de Ciências da Computação na USP-São Carlos, fui fazer Design de Games com os mauricinhos e patricinhas do bairro Morumbi. O objetivo era, através da rede Laureate, pedir uma transferência para o Canadá, contando com as promessas do meu pai, baseadas em sonhos altivos e sem nada concreto que sustentasse... Sonho com isso até hoje.
Nesses três anos, o dólar subiu e baixou de valor, cada dólar valendo 3,50, depois 3,00, 2,00... Aquela indenização já estava ficando sem recheio. Hoje, com cada dólar valendo cinco talkeis, seria um bônus ímpar... Mas, sem nenhuma fonte de renda, esse bônus esgotou-se.
2013... Retornamos à casa da minha avó. Eu, idiota, achei que teria condições de enfrentar a viagem de um bairro distante em Santo André até o Morumbi, de transporte público... Contratei o FIES. Outro erro – ninguém merece uma dívida estudantil de R$63.000.
Voltei a morar com a minha mãe na segunda metade do ano – morando a cinco minutos de uma estação de trem, pelo menos não precisaria pegar ônibus. No entanto, da janela da cozinha, vejo a UFABC... Fiz amigos em Santo André, graças a amigos de amigos... Ou, eu achava que eram amigos. No final, eram daquelas amizades desequilibradas, onde um lado dá mais valor que o outro. Eles estudavam na UFABC, e vendo o desempenho menos que ideal deles, imaginei que eu também conseguiria.
No entanto, o prazo para transferência era curto, e a Anhembi Morumbi fez de tudo para não cumprir o prazo para entrega de documentos, apesar do pedido de urgência; minha nota do ENEM insuficiente (por pontos decimais), fui para a UNIFESP e de lá me transferi para a UFABC. Passei 2014 ao vento, e em 2015 consegui.
Outro erro.
Acreditei que era capaz, mas não tinha a mentalidade certa – uma vida acadêmica requer mais esforço do que eu tinha para dar – e com a carga horária pesada e as falhas sistêmicas, cheguei à conclusão que o problema era eu... Na realidade, o problema eram os amigos. Era a primeira vez que eu sentia que pertencia a um grupo, e me agarrei nisso como um colete salva-vidas. Estava enamorado de um deles, mas esse relacionamento se provou unilateral e insustentável.
Nesse mesmo ano, passei em um concurso público municipal, mas como a minha prioridade era acompanhar o grupo, acabei perdendo a vaga. No ano seguinte, fui chamado para uma vaga de estágio em certa multinacional alemã de TI.
Perdi os amigos e o namorado, mas, ainda assim, tinha tudo para dar certo. Até que o drama familiar começou. Meu tio sofreu um AVC, virou um legume. Fiquei sem chão, sem cabeça para me concentrar. Junto dele, perdi também a vaga de estágio e a vaga na UF.
Passei 2017 em depressão. O ano inteiro. Saía de casa, quando muito, para comprar cigarro e erva, e pra passear com as cachorrinhas. No fim do ano, meu tio faleceu.
Foi a gota d'água. Estava decidido em acabar a minha própria vida no meu aniversário. Não consegui, então fui atrás de ajuda, pelo SUS, a única opção que tinha. E consegui. Comecei a me medicar, e vivi os primeiros cinco meses do ano em letargia total. No segundo semestre, surgiu uma nova oportunidade de relacionamento, uma nova oportunidade financeira, e uma nova oportunidade acadêmica. Tentei agarrar as três, e falhei miseravelmente.
Mas estava decidido a não me deixar afundar em depressão de novo. Fui atrás de terapia, comecei um novo tratamento psiquiátrico...
Em 2019 descobri, errando, que psicotrópicos, antidepressivos e antipsicóticos não podem ser misturados com álcool. Quase agredi meu namorado. Terminamos. Estava trabalhando em um call center, então tudo bem... pelo menos mantinha a mente ocupada.
Sem objetivos definidos, trabalhando em uma vaga temporária (de alta rotatividade e baixa chance de efetivação), o contrato acabou e eu entrei pros 13 milhões de brasileiros desempregados. Passou-se o ano.
2020, recomecei a faculdade. Estou indo bem. Apesar do caos lá fora, estou cheio de determinação, e estou seguindo em frente. Não tem mais espaço no meu coração para amor senão o amor-próprio; não tenho mais que três amigos, e é um mistério como me aguentaram até esse ponto, não sei como apareceram, nem mesmo como fazer novas amizades.
Encerro, então, essa minha autobiografia, com essas três palavras, que só entendi vivendo...
It gets better.
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